Dizer que os principais actores da política portuguesa depois do 25 de Abril estão a ficar sozinhos em casa é, provavelmente, um exagero. Ou não? A abstenção está acima dos 50%, a escolha dos dirigentes locais nem sempre mobiliza as bases e os estudos mostram que há hoje muito menos militantes do que no auge da filiação partidária, em meados da década de 90. É o tempo em que soam os alarmes e já se vaticina que maiorias absolutas, tão depressa, não voltam.
Com eleições internas ao nível dos concelhos e distritais agendadas para os próximos meses, os maiores partidos têm desafios pela frente. Muitos. Precisam de encontrar mecanismos para recuperar a participação dos eleitores – PS e PSD perderam em conjunto 848 mil votos desde as legislativas de 2005 – e ao mesmo tempo tentam contrariar o descontentamento das novas gerações, que estão a migrar para novas causas, o que abre espaço a outros nomes e forças na Assembleia da República, de que são exemplo o PAN, o Livre, a Iniciativa Liberal e o Chega.
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