Mais de duas centenas de pessoas, maioritariamente jovens, percorreram, esta manhã, as ruas da cidade de Leiria em defesa do planeta no âmbito da Greve Climática Global. Cortar 50% das emissões de gases com efeito de estufa até 2030 e o fim dos contratos de prospecção de gás são algumas das reivindicações do movimento, que também reuniu manifestantes em Pombal.
Em Leiria, os manifestantes concentraram-se junto ao Estádio Municipal, de onde partiram em direcção ao largo da República, em frente aos Paços de Concelho. Foi aí que o presidente da Câmara se dirigiu aos jovens, prometendo o empenhamento – o seu e do executivo – para “Leiria ter um melhor ambiente”.
O autarca respondeu ainda a algumas interpelações dos manifestantes. Houve quem perguntasse por que é que o Município “ignorou” o Dia Europeu sem Carros e a Semana Europeia da Mobilidade e, ao invés, tenha promovido eventos de “cariz automobilístico” – Leiria sobre Rodas, quem interpelasse sobre a posição do Município em relação à prospecção de gás na Bajouca e quem pedisse “mais e melhores transportes públicos”.
Gonçalo Lopes reconheceu que o Leiria sobre Rodas “tem impactos” ao nível ambiental, mas assegurou que a organização tentou compensá-los com a “plantação de árvores”. Alegou ainda que se trata de um evento que “já tem o seu histórico”, pois “vai já na sexta edição”, e “tem os seus admiradores”.
Em relação à prospecção de gás na Bajouca, o autarca pediu que a população “confie na Câmara”. “Quando tomarmos uma decisão, queremos que seja segura e credível junto de quem tem de decidir. Nunca será contra os vossos interesses”, afirmou o autarca, dirigindo-se ao grupo de moradores da Bajouca que se juntou aos manifestantes e onde dezenas de alunos do Colégio Nossa Senhora de Fátima.
A Greve Climática Global, que se assinala hoje, teve a adesão de cerca de 170 países, com protestos marcados para quase 7000 locais.
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