PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Economia

Faltam jovens nas profissões tradicionais

Trabalhos como os de pedreiro, carpinteiro, ou canalizador estão cada vez mais nas mãos de profissionais séniores. Os jovens fogem destas áreas, pouco valorizadas socialmente. Afinal, “nenhum pai quererá ter um filho pedreiro em vez de engenheiro

Raquel de Sousa Silva Raquel de Sousa Silva
16 de Maio de 2019
em Economia
Faltam jovens nas profissões tradicionais
Share on FacebookShare on Twitter

Se for “bom profissional”, um pedreiro ganha actualmente um ordenado “claramente recompensador”, “acima da média salarial do País e mesmo superior ao de muitos licenciados”.

Contudo, esta é uma das muitas profissões ditas tradicionais que não conseguem atrair jovens. O facto de ser socialmente pouco valorizada ajudará a explicar a situação.

Por outro lado, depois de 12 anos de percurso escolar, os jovens terão expectativas muito diferentes das que tinham os seus progenitores.

Paulo Silva Santos, presidente da associação Aricop, reconhece que “a valorização social” da profissão de pedreiro “é diferente” da de outras actividades.

Mas considera que é preciso mudar mentalidades, pois “não há desempenhos que não sejam dignos, honrados ou socialmente relevantes”.

Para o dirigente, o sector da construção irá enfrentar constrangimentos decorrentes do facto de nos próximos dez anos a geração mais experiente abandonar a actividade e não haver jovens que substituam esses trabalhadores.

Contudo, como os processos “não são estáticos” e têm surgido métodos alternativos, estão a aparecer profissionais que, não tendo as características de base dos chamados pedreiros tradicionais acabam por aplicar outros materiais. “É por essa porta que parte dos mais jovens entram”.

Pedreiro, carpinteiro, canalizador, pescador, electricista, serralheiro ou costureira são algumas das áreas em que escasseiam jovens. Também os agricultores são uma classe cada vez mais envelhecida, embora esta actividade esteja a conseguir atrair pessoas mais novas.

Jovens maioritariamente oriundos de famílias com ligações à terra, que desde cedo sentem gosto pela agricultura e que vêem na área uma saída com futuro.

“Todos querem ser doutores. Ninguém quer trabalhar numa fábrica. Os jovens que cá aparecem dizem que têm o 12.º ano e querem trabalhar no escritório. Não querem sujar as mãos”, lamenta Luís Coito.

O administrador da Trofal, fábrica de calçado da Benedita, onde o trabalhador mais novo tem 30 anos, refere que à medida que os mais velhos se reformam não há jovens para os substituir.

“Há 20 anos, ainda havia jovens com 16 ou 17 anos a querer vir aprender. Hoje não”. Para o empresário, “a culpa é do sistema de ensino”, porque já não há cursos técnicos.

“O resultado está à vista. Depois de 12 anos na escola, ninguém quer sujar as mãos. Mas, em algumas profissões, os trabalhadores irão ganhar mais do que muitos doutores, porque não haverá quem as queira”. Actualmente, exemplifica, na indústria do calçado, um técnico de modelagem pode auferir mais do que alguns licenciados.

Também Arménio Carreira frisa este aspecto. “Como não vai haver quem as desempenhe, algumas profissões irão a curto prazo ter salários mais elevados do que os dos licenciados”. O responsável pela Impact Kuizin, empresa de mobiliário de Leiria, colocou há uns meses um anúncio a pedir um carpinteiro. A pessoa mais nova a responder tem 40 anos e foi contratada.

Tal como no caso dos carpinteiros, “é difícil” encontrar um jovem electricista ou canalizador. “As escolas não os puxam para esses cursos. Ninguém quer. Nem os pais os querem nessas profissões, por isso não os incentivam”.

Para o empresário, que aos 16 anos começou a aprender a profissão de carpinteiro e se especializou em entalhe, “não há valorização social dessas profissões”, pelo que “todos querem ser doutores e engenheiros”.

Além da “pouca aposta na dignificação da profissão” de pescador, Rui Vaz, coordenador regional do Centro de Formação Profissional das Pescas e do Mar, aponta outros factores que poderão explicar o afastamento dos jovens desta área. “Ser uma profissão de risco e não garantir um rendimento fixo”.

Lembra que, quando há paragens na actividade, os pescadores “recebem pouco mais do que zero”. Com esta “falta de estabilidade” económica torna-se difícil, por exemplo, pedir um empréstimo. “Um joven que não tenha um rendimento fixo não consegue aceder ao crédito”.

Dos vários cursos ministrados pelo For-Mar, o de pescador “é o menos procurado”. Por outro lado, há um desfasamento entre o número de inscritos e o daqueles que efectivamente realizam a formação (os cursos para acesso à categoria de pescador têm a duração de 200 horas e decorrem tanto em horário laboral como pós-laboral). “Aquando do início da formação, muitos dos inscritos já não demonstram interesse na sua frequência”.

Rui Vaz exemplifica: este ano, dos 19 inscritos para um curso em Peniche (a inscrição mais antiga era de Março), apenas dez mantinham o interesse quando se quis dar início à formação, no final de Abril.

“O que por vezes se verifica é que entre a data em que se inscrevem e o início da formação conseguem outras ocupações laborais pelas quias optam, apesar de nós iniciarmos cursos desde que exista um número mínimo de 12 no caso do pescador”, explica o coordenador regional do For-Mar. “Depois existirão outras razões conjunturais, como por exemplo a atractividade da profissão, ou haver maior ou menor oferta de outros empregos”.

Os dados facultados ao JORNAL DE LEIRIA por este centro de formação mostram que nos últimos três anos, no pólo de Peniche, as inscrições caíram bastante. Assim, se em 2016 se inscreveram 113 candidatos, no ano passado foram apenas 57. Contudo, a percentagem dos que concluíram foi maior no ano passado: 61,4% (35 pessoas), contra 51% (58 formandos) em 2016.

Também no pólo da Nazaré o número de inscrições nos cursos para acesso à categoria de pescador tem caído: 48 em 2016, 31 no ano seguinte e 28 em 2018. Os que concluíram foram, pela mesma ordem, 32, 21 e 18.

 [LER_MAIS] Este ano, o For-Mar já fez um curso em Peniche, concluído por 18 formandos. Na Nazaré ainda não houve um número suficiente de candidatos. Os grupos são na generalidade “muito heterogéneos”, mas compostos sobretudo por homens com idades entre os 25 e os 40 anos.

O nível de escolaridade mais representado é o 9.º ano, seguindo-se o 6.º. Embora em menor número, tem havido formandos com menos de 18 anos. No último curso realizado, por exemplo, houve três, aponta Rui Vaz.

Quanto às zonas de residência, os que frequentam as acções em Peniche são sobretudo deste concelho, de Óbidos e de Ribamar (Lourinhã). Os cursos do pólo da Nazaré são procurados maioritariamente por pessoas deste concelho e de São Martinho do Porto.

 

 

Tópicos: economiapedreirosprofissões tradicionais
PartilharTweet

Mais informação

Rui Carreira recorda a aposta de investir quando se fechavam portas
Economia

Macolusa faz 30 anos a vender tendências e aposta no que vem a seguir

23 de Outubro de 2026
.
Economia

Captar e manter talento é um dos maiores desafios estratégicos

15 de Outubro de 2026
Loja de Leiria será a 11.ª da marca em todo o País
Economia

PrimaPrix chega a Leiria

6 de Outubro de 2026
Próxima publicação
Alvados, a aldeia onde os turistas são quase tantos como os habitantes

Alvados, a aldeia onde os turistas são quase tantos como os habitantes

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

MAIS VISTOS

Livro relata a experiência do autarca com a crise Kristin

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

28 de Outubro de 2026
Factos foram julgados no Tribunal de Leiria

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

28 de Outubro de 2026
A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?