PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Viver

As mãos que deram à luz os Olharápos (com galeria)

Regresso | Jorge Gameiro, o homem que criou a versão final dos Olharápos que animaram a Expo 98 - Exposição Internacional de Lisboa, há 20 anos, é natural de Pombal e quer criar um museu com estas e outras peças na sua freguesia natal

Jacinto Silva Duro Jacinto Silva Duro
16 de Junho de 2018
em Viver
As mãos que deram à luz os Olharápos (com galeria)
As mãos que deram à luz os Olharápos (com galeria)
Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
Share on FacebookShare on Twitter

Uma multidão de garridos seres de faces humanas, tentáculos, caudas, garras e bicos, compunha o cortejo de Olharápos da Expo 98, que desfilava assim que o sol se punha no recinto junto ao Tejo, emprestando um lado exótico e colorido ao maior e mais internacional evento que Portugal recebera até então. Foi assim, todos os dias, entre 22 de Maio a 30 de Setembro de 1998.

Além do espectáculo multimédia, Accqua Matrix, aquela parada de seres fantásticos era o momento alto do quotidiano. As grandes figuras foram esculpidas em espuma, silicone, látex, tinta e metal, pelas mãos sábias de artesãos das Caldas da Rainha, orientados por Jorge Gameiro, especialista em animatrónica – arte de dar vida a personagens ou seres vivos através de dispositivos robóticos.

Natural de Santiago de Litém, Pombal, o criativo que transformou os desenhos unidimensionais de um pré-projecto de Gorjão Clara, pensado para a Lisboa Capital Europeia da Cultura 1994, em seres com profundidade e vida, quer agora criar um museu com os 12 protótipos dos Olharápos, na sua terra natal e, como bónus, abrir no concelho um museu de cera com episódios da História de Portugal.

Antes disso, os Olharápos vão poder ser vistos, num animado cortejo, durante mais uma edição da Mostra Gastronómica da Região Alitém, que decorre, este Verão, na vila de Albergaria dos Doze.

Alguns têm dois, outros, três metros de altura e por agora os animais e seres fantásticos estão armazenados numa garagem da Junta de Freguesia de Alitém, em Santiago de Litém, enquanto não se encontra um espaço mais condigno para estas relíquias da história contemporânea portuguesa.

"Tenho uma promessa do presidente da Junta de que se irá arranjar um lugar melhor”, conta Gameiro, numa tarde de chuva, enquanto examina, preocupado, o estado de conservação dos originais que serviram de modelo para criar os moldes que deram à luz todos os Olharápos que povoaram a Expo 98.

O criativo tem mais planos de futuro, caso haja abertura e apoios oficiais ou privados. A Junta de Freguesia também lhe cedeu uma escola primária desactivada na localidade da Junceira onde guarda boa parte do seu espólio. Cenários, figuras animadas e em cera, espadas, capacetes, figurinos, protótipos dos pastorinhos de Fátima, caricaturas de Angela Merkel e artigos vários juncam o espaço.

É ali que Jorge Gameiro quer criar um museu de cera com cenas da história de Portugal. A ideia é utilizar um formato blackbox, com 17 cenas e cerca de 40 figuras históricas em tamanho real, com animação real. “Ao regressar a Santiago de Litém, depois de dezenas de anos fora, quero fechar o círculo”, diz.

Fumo colorido e bolas de sabão
Há 20 anos, criar os 72 Olharápos foi um trabalho de grande habilidade e mestria. Foi preciso  [LER_MAIS] criar técnicas de trabalhar materiais que eram novos na área e até criar máquinas especiais para fazer a injecção dos moldes. Jorge Gameiro teve mesmo de cobrar favores e ficar a dever outros para conseguir, com a sua equipa das Caldas da Rainha, concretizar o projecto.

Na concepção original e nas ideias discutidas com os coordenadores do projecto, explica o criativo, os Olharápos iriam empregar várias técnicas de animatrónica e serem mais autónomos, sem precisarem do movimento emprestado pelos hábeis bonecreiros que os animaram, durante os meses da grande feira de Lisboa, cujo tema era Os oceanos: um património para o futuro.

Dispositivos mecânicos e robóticos fá-los-iam movimentar, mexer os olhos, os braços e as caudas, e expirar fumo colorido e bolas de sabão. "Seriam comandados à distância e o público interagiria com eles, sem se aperceber como eles funcionavam", recorda Jorge Gameiro.

Mas a contenção de custos, promovido pela empresa que tinha organizado a exposição universal de Sevilha, anos antes, haveria de retirar todas as funcionalidades que, para Gameiro, iriam enobrecer aqueles seres fantásticos e enriquecer o sector criativo em Portugal.

"Em Espanha, após os eventos em Barcelona e Sevilha, o conhecimento ficou, através da várias empresas espanholas, que foram criadas para auxiliar as empresas inglesas que foram para lá trabalhar. Com a Expo 98, as empresas de construção civil portuguesas aprenderam com as estrangeiras e tornaram-se internacionais, porém, na área dos conteúdos, nas Caldas da Rainha, isso não aconteceu", conta.

Ainda hoje, diz, trabalha com duas dezenas de profissionais da cidade, mas admite que chegou a alimentar no seu coração o projecto de criar uma verdadeira indústria de animatrónica e museografia de dimensão europeia, em Portugal.

"Eu conhecia pessoas em todas as indústrias ligadas às artes manuais e artesãos que faziam trabalho de grande qualidade. Podíamos ser um dos grandes produtores mundiais de produtos para a indústria de entretenimento e não somos. Perdeu-se uma grande oportunidade. Tínhamos capacidade e talentos, que, entretanto, morreram", lamenta.

“Olharápos são seres da terra e não do mar”
Embora semelhantes a gárgulas saídas de sonhos fantásticos, a ideia original eram os Olharápos serem apenas monstros marinhos, mas o responsável pela área da Animação da Expo 98, João de Brites, nutria uma paixão por Trás-os-Montes e abriu o assento do registo civil, apadrinhando- os e baptizando-os com aquele nome.

"Os Olharápos são monstros da terra e não do mar. São comuns na mitologia transmontana", explica Jorge Gameiro. São seres que nos parecem estranhos, alienígenas, só com um olho, com duas caras e membros reduzidos, mas que, no cenário da Expo, ao som de música e com movimentos coreográficos dos bonecreiros, trabalhados e baseados em estilo contemporâneo, faziam parar a multidão, ávida para presenciar aquele momento único de magia.

 

Bonecos Políticos
De São Bento para Pinewood

Jorge Gameiro nasceu há 68 anos, em Santiago de Litém, Pombal, mas foi, ainda criança, para Lisboa, embora continuasse a ir passar as “férias grandes” com os primos na aldeia natal. Estudou na Escola António Arroio, onde aprendeu a criar comas mãos e deu os primeiros passos na profissão.

Depois, foi para o Reino Unido trabalhar em cenografia nos grandes estúdios de cinema de Pinewood e Shepperton. "As pessoas pensam que aquilo é tudo glamour, mas o trabalho é exaustivo e dá cabo da saúde." Não obstante, foi o trabalho nos estúdios e a experiência na área que lhe valeram a oportunidade de criar os Olharápos.

Antes disso, contudo, chegou a ter uma empresa, com a mulher, numas águas furtadas, mesmo atrás do Palácio de São Bento, onde construía marionetas e trabalhava para o mercado belga, suíço, britânico e alemão. Após a Expo 98, foi escolhido para colaborar na criação das personagens do programa Bonecos Políticos, para a SIC.

A rábula de televisão com caricaturas dos principais políticos e figuras públicas haveria de resultar num sucesso televisivo, rebaptizado Contra-Informação, anos depois, na RTP. "Eu tinha colaborado com o programa original inglês Spitting Image e o Emídio Rangel, que era o director da SIC, queria um programa semelhante", recorda. Mas desentendimentos levaram-no a abandonar o projecto.

"Recusei-me a trabalhar para a Mandala, a produtora, porque não me identificava com o projecto deles", recorda.

Tópicos: culturaexpo 98jorge gameiroolharáposPombalsantiago de litémViver
PartilharTweet

Mais informação

A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos
Viver

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca
Sociedade

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal
Sociedade

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
Próxima publicação
Matas municipais: tesouros verdes nas vilas e cidades da região

Matas municipais: tesouros verdes nas vilas e cidades da região

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

MAIS VISTOS

Livro relata a experiência do autarca com a crise Kristin

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

28 de Outubro de 2026
Factos foram julgados no Tribunal de Leiria

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

28 de Outubro de 2026
A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?