PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Sociedade

“Portugal é dos países com melhores taxas de doação de órgãos”

Emanuel Furtado, cirurgião, diz que a transplantação com recurso a dador vido "tem implicações morais e éticas complicadas".

Maria Anabela Silva Maria Anabela Silva
26 de Novembro de 2016
em Sociedade
“Portugal é dos países com melhores taxas de doação de órgãos”
Share on FacebookShare on Twitter

A Unidade de Transplantação Hepática Pediátrica e de Adultos do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) anunciou, na semana passada, a realização um auto-transplante de fígado. O que tem de inovador esta intervenção, feita apenas em meia dúzia de centros do mundo?

É um recurso técnico que não está indicado para muitos casos. Oferece uma possibilidade terapêutica a alguns doentes que, de outra forma, não podiam ser tratados. Implica um altíssimo grau de complexidade e de risco e, por isso, só muito raramente é executada.

Quais são os principais riscos?

A intervenção tem um risco de mortalidade bastante elevado e riscos de complicações, graves e menos graves, bastante significativos.

Em que é que consiste o auto-transplante?

Consiste em operar o fígado fora do corpo do doente, porque tecnicamente não é possível fazê-lo dentro, devido à localização do tumor ou à necessidade de invasão de certas estruturas dentro e por detrás do fígado.

O órgão é retirado do corpo e tem de se arranjar uma forma de a circulação sanguínea se manter o mais próxima possível do normal. Não podemos esquecer que por detrás do fígado existe a cava, a veia principal do corpo que traz o sangue da parte inferior do corpo para o coração e que tem de ser tirada com fígado.

Por outro lado, ao tirarmos o fígado do corpo, o órgão deixa de ter o sangue a circular nele e entra num processo de degradação. Por isso, tem de ser arrefecido e trabalhado em frio. Depois disso, é preciso fazer uma série de reconstruções e voltar a pôr o fígado no seu sítio.

Neste caso, quanto tempo é que o fígado esteve fora do corpo?

Cerca de sete horas. Já este ano, a unidade de transplantação que lidera voltou a fazer transplantes com a divisão de um fígado por dois receptores.

Esta técnica permite contornar a redução de dadores?

Não resolve totalmente, mas alivia. Esta solução já foi praticada na nossa unidade várias vezes em anos passados. O retomar desta técnica aconteceu porque a equipa cirúrgica atingiu, no seu todo, um nível que o permite fazer.

Esta opção pode representar entre 10 a 20% do número total de transplantes de um centro. É uma ajuda pequena, mas ainda assim significativa para revolver o problema sempre presente da falta de órgãos para transplante.

O recurso a dadores vivos também é uma opção?

Também é uma hipótese. A transplantação de fígado com dador vivo em Portugal foi iniciada em Coimbra. Mais tarde o Hospital Curry Cabral também passou a fazê-la. No entanto, os números são relativamente pequenos.

Foi efectuada por diversas vezes e com sucesso, numa fase em que a distribuição dos órgãos para as crianças era muito desfavorável em relação ao que existe hoje. Em Portugal e no mundo, a pressão para usar o dador vivo, que tem implicações morais e éticas complicadas, depende do número de órgãos cadáveres que estão disponíveis.

Portugal é dos países com melhores taxas de doação de órgãos cadáver. Como tal, a pressão para recorrer a dador vivo é mais baixa. Mas é um dos recursos técnicos que temos disponíveis e que estamos capazes de executar. Esta ano ainda não tivemos nenhum caso, mas, no ano passado, executámos um transplante com dador vivo e executá-lo-emos as vezes que forem necessárias.

Existe lista de espera para transplantes hepáticos?

Existe sempre lista de espera para transplante hepático. A Noruega é o único país do mundo onde esse problema é quase inexistente, porque a taxa de doação é suficiente para suprir as necessidades. Em todos os outros países existe lista de espera e morte por falta de órgãos. Portugal não foge à regra.

Tópicos: cirurgiãoemanuel furtadomedicinatransplantestransplantes hepaticos
PartilharTweet

Mais informação

.
Saúde

Pombal acolhe primeiras Jornadas de Plantas Medicinais e Suplementação

6 de Maio de 2026
Opinião

6 de julho, um dia que mudou a História

18 de Julho de 2025
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Inteligência Artificial aumenta precisão e rapidez das consultas de medicina dentária
Saúde

Inteligência Artificial aumenta precisão e rapidez das consultas de medicina dentária

17 de Março de 2025
Próxima publicação
Mapril Bernardes: “A Maçonaria é um modo de vida que, infelizmente, tem vindo a ser desvirtuado por muita gente”

Mapril Bernardes: "A Maçonaria é um modo de vida que, infelizmente, tem vindo a ser desvirtuado por muita gente"

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

MAIS VISTOS

Livro relata a experiência do autarca com a crise Kristin

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

28 de Outubro de 2026
Factos foram julgados no Tribunal de Leiria

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

28 de Outubro de 2026
A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?