PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Viver

“No Arquipélago não existe espaço para a encenação, tudo é real” – João Ferreira, fotógrafo

Este sábado, dia 31, às 16 horas, o fotógrafo estreia a exposição de fotografia "Arquipélago", na Arquivo Livraria, em Leiria

Jacinto Silva Duro Jacinto Silva Duro
30 de Outubro de 2015
em Viver
“No Arquipélago não existe espaço para a encenação, tudo é real” – João Ferreira, fotógrafo
“No Arquipélago não existe espaço para a encenação, tudo é real” – João Ferreira, fotógrafo
Foto: João Ferreira - Auto-Retrato Dupla Exposição
Share on FacebookShare on Twitter

Como surgiu a ideia de fotografar um território de tantos contrastes como Cabo Verde, para esta exposição a que chamou Arquipélago e que vamos poder ver na Arquivo Livraria, a partir de sábado, dia 31?
A exposição Arquipélago surgiu como o primeiro trabalho para um projecto que tenho idealizado, onde o intuito é de percorrer num futuro, a médio-longo prazo, vários países de língua oficial portuguesa. Pretendo documentar, através da fotografia, esses povos e a heterogeneidade das suas culturas, onde a influência dos portugueses ainda é bastante notória.

Realizado na Primavera de 2015, nas ilhas de São Vicente e Santo Antão, apresenta-nos “uma visão despida de filtros e ilusões, que demonstra a força da fotografia na documentação de uma realidade de um país jovem, a comemorar 40 anos de independência”. Que ilusões e filtros acredita que se costuma colocar em retratos deste tipo?
Essa afirmação surge na memória descritiva da mostra, como um género de uma metáfora, para acentuar o quão crua e directa é a minha fotografia, onde o que é realmente importante perpetuar são as pessoas e as vivências fotografadas. Neste trabalho, não existe espaço para a encenação, tudo é real, exactamente como se o observador estivesse nesses locais e é essa a mensagem que espero que passe, quando as pessoas forem visitar o Arquipélago.

Nos trabalhos fotográficos que nos tem apresentado, como 1.3 Billion, sobre a China, é possível separar o território do indivíduo? Ou são duas faces interligadas da mesma realidade?
Ambos os projectos jogam propositadamente com o sujeito retratado no seu habitat. O primeiro na China e este num país do continente africano. São claramente duas faces indissociáveis, visto serem dois trabalhos realizados em espaços “exóticos” e houve a intenção de mostrar todo esse exotismo dos territórios onde desenvolvi estes projectos. A fórmula é basicamente a mesma, dado que podemos inseri-los na mesma linguagem fotográfica. No entanto, o Arquipélago comparativamente com o 1.3 Billion, assenta num cariz ainda mais humanista, tendo havido sempre uma interacção directa com as pessoas, fruto da facilidade em dialogar na mesma língua com os habitantes das duas ilhas de Cabo Verde [São Vicente e Santo Antão]. Sinto que aprendi mais com este trabalho, com estas pessoas, com as suas vivências e dificuldades, sendo que isso sente-se nas fotografias e espero que transpareça essa energia para quem as visionar.

O amor pela música, pelo futebol e pelo mar são algumas das coisas que focou neste trabalho. Serão as características mais patentes naquele espaço, ou há outras dimensões que, numa exposição futura, quererá abordar?
A escolha para ter desenvolvido este projecto nas ilhas de São Vicente e Santo Antão foi de forma a captar a essência mais pura dos cabo-verdianos e fugir ao ruído das ilhas mais turísticas como o Sal, a Boavista e até Santiago. Essas três características foram as que senti com mais intensidade. A questão da música é facilmente justificada, ou não fosse o Mindelo a terra natal de Cesária Évora, que deixou inúmeros discípulos. À noite depois do jantar, podemos ouvir música ao vivo em alguns locais no centro da cidade. A música é o elemento mais rico e vivo da cultura cabo-verdiana. O futebol, porque a cada canto há uma baliza, uns miúdos a jogar à bola ou numa aldeia como Salamansa que, com pouco mais de mil habitantes, consegue fazer num dia de festa, um torneio com várias equipas seniores, com uma assistência que envergonha o nosso campeonato da I Liga. Quanto ao mar, é uma característica muito abrangente… há toda uma vida complexa em torno desse elemento. Desde a actividade piscatória, à boa gastronomia e à praia… sempre a praia e as festas que se fazem nesse espaço. Recordo o 1.º de Maio em que, na Baía das Gatas, o espaço encheu-se de são-vicentinos, levando tendas e fogareiros para cozinhar a melhor cachupa e a seguir forma participar numa espécie de concurso de mergulhos.

Costuma falar-se muito na “africanidade” dos povos africanos… coisa estranha de se dizer de um continente onde caberiam três Europas e ainda sobraria espaço. E portugalidade? Encontrou sinais dela?
Respira-se portugalidade. Fala-se portugalidade. A língua é o sinal mais evidente da herança portuguesa nesse território, mas também podemos sentir essa portugalidade na arquitectura colonial, na cultura e até na gastronomia. É muito fácil sentimo-nos em casa.

Quando fotografa alguém, o fotógrafo rouba-lhe a alma?
Não, de todo. Isso é um mito! Quando fotografa alguém, o fotógrafo perpetua essa pessoa, faz-lhe uma homenagem, documenta o momento.

Perfil
Paixão pela fotografia

João Ferreira é um leiriense de gema. “Nasci, estudei e trabalho na cidade.” A fotografia acompanha-o num percurso intermitente e paralelo a todas as suas outras actividades, desde a década de 90. “É algo que resulta de um gosto extremo pela imagem e pela sua estética e pela magia de poder congelar num instante aquele retrato ou numa vertente mais artística… mostrar o que não vemos.” Profissionalmente, está ligado à indústria de moldes desde 1997. Este sábado, dia 31, às 16 horas, o fotógrafo estreia a exposição de fotografia Arquipélago, na Arquivo Livraria, em Leiria. A mostra mantém-se no espaço até 29 de Novembro.

Tópicos: arquipélagoarquivoestreiaexposiçãoLeiria
PartilharTweet

Mais informação

Livro relata a experiência do autarca com a crise Kristin
Sociedade

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado
Viver

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
As primeiras seis viaturas já foram entregues a igual número de corpos de bombeiros da região de Leiria
Sociedade

Região de Leiria aprova concurso para comprar seis viaturas e entregar a bombeiros

27 de Outubro de 2026
Próxima publicação
Alunos sinalizam abusos de estacionamento com balões e autocolantes

Alunos sinalizam abusos de estacionamento com balões e autocolantes

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

MAIS VISTOS

Livro relata a experiência do autarca com a crise Kristin

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

28 de Outubro de 2026
Factos foram julgados no Tribunal de Leiria

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

28 de Outubro de 2026
A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?