PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

“Never let me go”

"Never let me go". Nunca me Deixes é tanto uma metáfora sobre o prejuízo que o uso descontrolado da ciência pode causar-nos, como também sobre a condição humana

Helena Rafael, assessora de imprensa Helena Rafael, assessora de imprensa
6 de Novembro de 2025
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Helena Rafael, assessora de imprensa
Helena Rafael, assessora de imprensa6 de Novembro de 2025

São cada vez mais elaboradas as estratégias que os editores desenham para manter procurados e lidos os livros que publicam.

A quantidade e o ritmo frenético com que as novidades editoriais são lançadas afastam precocemente do radar dos leitores obras cuja qualidade pede para permanecerem acessíveis e prontas para serem descobertas.

As livrarias não abarcam tantas edições, os investimentos de marketing retiram visibilidade a livros de venda lenta, os leitores têm orçamentos e tempo limitados, e a crítica literária, que até há uns anos guiava opções de compra, tem cada vez menos expressão nos media, também eles em profunda crise perante a revolução digital que está a transformar o mundo que até aqui conhecíamos.

O espaço desta crónica é manifestamente limitado para a reflexão demorada que o tema exige.

O que lhe dá o mote é uma dessas estratégias, a publicação da edição que marca o 20.º aniversário de um dos mais extraordinários romances do escritor britânico Kazuo Ishiguro (Prémio Nobel de Literatura 2017).

Para assinalar esta data simbólica, a editora inglesa desafiou o autor a escrever uma nova introdução para o romance, que relançou este ano numa edição premium em capa cartonada.

Superando em vendas o romance que o consagrou – Os Despojos do Dia –, Nunca me Deixes transformou-se num clássico moderno amplamente estudado em universidades e traduzido em mais de cinquenta línguas.

Foi adaptado ao cinema (num filme protagonizado por Carey Mulligan, Keira Knightley e Andrew Garfield); inspirou peças de teatro e até uma série televisiva japonesa.

No texto inicial que dedicou a esta nova edição, também já disponível em português (ed. Gradiva), Ishiguro procura identificar as razões pelas quais Nunca Me Deixes continua a conquistar leitores, e quais as principais interrogações que suscita a cada leitura.

O romance, que apelida de uma história de estudantes, gira em torno das relações de um grupo de jovens aparentemente educado num contexto privilegiado ao qual está afinal reservado um futuro obscuro e limitado no tempo…

Ora é precisamente essa a primeira das questões que parece ser comum aos leitores intergeracionais do romance – podendo fugir ao terrível destino que paira sobre as personagens porque não mostram elas sinais de rebelião?

Já a segunda prende-se com a natureza do próprio romance – trata-se de um livro sombrio ou de um romance edificante sobre o amor e a memória?

Ishiguro encontra na tensão metafórica do livro o fundamento para estas duas interrogações. Nunca me Deixes é tanto uma metáfora sobre o prejuízo que o uso descontrolado da ciência pode causar-nos, como também sobre a condição humana – os limites da vida; a inevitabilidade do envelhecimento e da morte; as estratégias que adoptamos para dar sentido aos dias no tempo finito que nos foi atribuído.

E é precisamente no cruzamento de todas estas dimensões que mais uma vez reside o brilhantismo e a uni-versalidade da voz literária de Kazuo Ishiguro.

Na descrição final que faz da razão pela qual decidiu dar o título «Never Let Me Go» ao romance (uma canção popularizada por Nat King Cole nos anos 50), Ishiguro identifica afinal aquilo torna os seus leitores tão fiéis à sua obra – «Há alturas em que nós, seres humanos, desejamos, do fundo das nossas almas, algo que sabemos estar para além do alcance de qualquer pessoa. Ao longo dos anos, apercebi-me de que é neste território — esta terra de ninguém entre o que desejamos desesperadamente e o que sabemos serem os limites do possível — que mais gosto de trabalhar como escritor.»

Tópicos: Helena Rafaelnever let me goopinião
PartilharTweet

Mais informação

Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Data centers e a fome por recursos

26 de Outubro de 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
Próxima publicação
GNR detém jovem em trotinete com 126 doses de canábis

GNR detém jovem em trotinete com 126 doses de canábis

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

MAIS VISTOS

Livro relata a experiência do autarca com a crise Kristin

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

28 de Outubro de 2026
Factos foram julgados no Tribunal de Leiria

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

28 de Outubro de 2026
A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?