PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

#Bússolas

Há traumas que vão custar a passar e feridas expostas que levarão demasiado tempo a cicatrizar

Patrícia Martins, mediadora cultural e artística, escritora e investigadora Patrícia Martins, mediadora cultural e artística, escritora e investigadora
12 de Março de 2026
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Patrícia Martins, mediadora cultural e artística, escritora e investigadora
Patrícia Martins, mediadora cultural e artística, escritora e investigadora12 de Março de 2026

O último mês e meio tem sido eternidade… foi avassaladora a forma como os acontecimentos não só no mundo, mas os de proximidade mexeram connosco, deixando a certeza de um trauma em cada um dos nossos e demais vizinhos. Mesmo depois de arrumar a casa ou de varrer o lixo para baixo do tapete, continua a ser muito difícil colocar tudo de novo no sítio, principalmente na cabeça e no coração, não só pela destruição, ou pela obliteração da memória, mas principalmente pelo senso de impotência face ao abandono… e todos nós sabemos como é difícil lidar com o abandono, motivo tamanho e que deixa marcas profundas para sempre… mesmo que se passe o resto da vida a fazer hipnose… e o medo sempre o medo… como dizia um amigo há dias “se precisares de ajuda é só assobiar, mas não assobies muito alto, que a malta anda toda traumatizada com os assobios”… E as árvores, as casas, as esplanadas, os pavilhões, as fábricas, e, e, e…

Quem não lida com esta “violência estrutrural” todos os dias talvez não consiga perceber, o que é olhar para o que já não existe, ou deslocar-se em carros remendados, telhados multicor, num patchwork de lonas, telhas, e materiais múltiplos, na rotina diária alterada, nas casas a que ainda não podemos voltar, enquanto vemos a nossa desmoronar à espera de um seguro cujo perito tarda em vir, no trabalho que intermitente vamos continuando, se houver estrada para andar e no nó que não se desata na garganta na cabeça e no coração.

Há traumas que vão custar a passar e feridas expostas que levarão demasiado tempo a cicatrizar, como quando temos diabetes e a crosta é sempre frágil… Mas, ainda assim houve, e esperamos todos que permaneça, abraços, solidariedade, entreajuda e esforço humanamente (im)possível e união, para re-começar, re-erguer, re-parar, re-aprender, re-ajudar. Gosto de me agarrar aos pinheiros novos, uns crianças, outros a “adolescer”, que continuam no mesmo lugar verdinhos e espevitados, e que não se deixaram levar pela tempestade, (ao caminhar entre a Marinha Grande e S.Pedro podem comprovar o que estou a dizer) generosamente plantados após os fogos de 2017, como que dizendo que ainda há esperança, e que mesmo que nada volte a ser como dantes, o caminho faz-se caminhando e passinho a passinho e numa expressão resignada e altruísta mesmo “à tuga”: Haja saúde! Que o resto faz-se!

Voltei ao Cardeal Tolentino e ao O Que É Amar Um País- O poder da esperança. O que é amar o nosso território, a nossa casa, as nossas memórias, os nossos? Diz-nos o poeta ao coração, que para recuperamos de um trauma são precisos alguns passos : acreditar que as coisas não voltam à forma que tinham antes, mas que importa reinventar, e que para a nova etapa há pelo menos três passos fundamentais: o primeiro será confiarmo-nos à memória do amor, dos pais, da família, dos amigos e das coisas belas…”acordar a memória do amor”; o segundo é a necessidade e o bem de contar as nossas histórias a alguém, e o terceiro será: se não tivermos a quem contar a nossa história, que possamos acordar dentro de nós, uma imagem de vida, uma imagem de beleza que possa servir-nos de bússola nesta viagem tormentosa.” E é isto: que nunca percamos a esperança e a bússola… mesmo quando nos vimos entregues a nós próprios!

Texto escrito segundo as regras do Novo Acordo Ortográfico de 1990 

Tópicos: jornal de leiriaLeiriaopiniãoPatrícia Martinspessoasreerguersaúdetempestadetraumas
PartilharTweet

Mais informação

Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado
Viver

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Próxima publicação
Mulher detida por incendiar próprio apartamento em Alcobaça

Mulher detida por incendiar próprio apartamento em Alcobaça

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

MAIS VISTOS

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

28 de Outubro de 2026
Marta Bento, estudante de Relações Internacionais
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?