PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

#Obrigado (a)

Que bom que nem os Massive Attack, nem muitas outras bandas, ou artistas, conscientes do seu lugar de privilégio, deixam de colocar o dedo na ferida e incorporam deliberada e repetidamente na sua obra chamadas de atenção para as causas que deveriam ser de todos nós

Patrícia Martins, mediadora cultural e artística, escritora e investigadora Patrícia Martins, mediadora cultural e artística, escritora e investigadora
26 de Junho de 2026
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Patrícia Martins, mediadora cultural e artística, escritora e investigadora
Patrícia Martins, mediadora cultural e artística, escritora e investigadora26 de Junho de 2026

Estive recentemente numa capital europeia, uma semana inteirinha num congresso em que pude não só apresentar uma comunicação, mas também participar na organização, moderar grupos de trabalho, receber pessoas, criar laços, e acima de tudo aprender, e onde se refletiu sobre sustentabilidade, educação, cidadania, hospitalidade, IA, e na responsabilidade que o humano tem na construção e manutenção da sustentabilidade, cultura de paz e valores cívicos e democráticos.

Falta-me dizer que o motor para esta reflexão foram as expressões artísticas e a sua relação e importância no despertar de pensamento crítico, nos projetos participativos, na co-criação, na agência e na pertinência dos espaços da educação saírem do seu ensimesmamento e abrindo permeabilidade ao contacto com as artes, com os artistas e os seus modo de ser, de estar, e de olhar atenta e criteriosamente para o mundo.

Na mesma semana em que houve quem no século XXI se indignasse com a carga política e ativista que os Massive Attack colocam nos seus concertos, pelo seu cunho ativista e fortemente político. Quem esperasse apenas música per se, ou grandes hits mais vazios e melódicos, em jeito de entretenimento para um festival de verão. Que bom que nem os Massive Attack, nem muitas outras bandas, ou artistas, conscientes do seu lugar de privilégio, deixam de colocar o dedo na ferida e incorporam deliberada e repetidamente na sua obra chamadas de atenção para as causas que deveriam ser de todos nós, cientes da sua importância e do seu papel enquanto despertadores ativos de consciências. Não fui ver os Massive Attack, mas deliciei-me com os Esquerda, aqui em Leiria no Festival A Porta.

“A luta não é só para quem a fez, é para quem fica (…) que a força mora em quem nunca se cansa…do chão ao poder há um mundo para refazer e somos nós que o vamos erguer ”.

Agora podem achar que o que vou dizer de seguida não tem qualquer relação como o que acabei de dizer…mas quanto a mim tem e muito… A semana passada fui do aeroporto de uma cidade europeia ao hotel onde estava alojada, e do local onde estava alojada à universidade, sempre de autocarro, com horários regulares e onde cada cidadão pagava rápida e autonomamente com o seu cartão ou telemóvel, viagens a preços simbólicos e justos.

Ontem, um dia antes de escrever este texto, tentei ir de Mobilis, mas não tinha dinheiro físico comigo. O motorista carrancudo disse-me que para viajar tinha de pagar com dinheiro. Perguntei se me levava e se podia pagar depois, ou se havia alguma outra maneira de poder viajar pois estava atrasada. Disse-me que teria de sair pois estava a atrasar-lhe o trajeto.

Rapidamente uma pessoa, discreta, humilde e com um ar vulnerável, e que eu nunca tinha visto, abriu a carteira e pagou-me o bilhete. Agradeci profundamente e, de pronto lhe transferi um pouco mais do que o valor pago, por mbway. Com o motorista reclamei serenamente, mas ciente de que não teria acedido a levar-me sem que alguém me tivesse pago a viagem.

E teria eu ficado ficado ali à espera ou a resolver a minha boleia de outra forma, não fosse alguém genuinamente altruísta ter olhado para mim, para a situação, e ter-se aberto numa lógica hospitaleira e verdadeiramente atenta e de cuidado, e a quem deixo de pronto um generoso obrigado(a). Porque há atitudes e gestos de gratuidade que o dinheiro não chega para pagar.

OBRIGADA!

Texto escrito segundo as regras do Acordo Ortográfico de 1990 

Tópicos: opiniãoPatrícia Martins
PartilharTweet

Mais informação

Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Data centers e a fome por recursos

26 de Outubro de 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
Próxima publicação
Gisela João actua esta segunda-feira, dia 29

Festas de São Pedro começam, este sábado, em Porto de Mós

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

MAIS VISTOS

A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?