Nascida em 1979, natural da freguesia de Regueira de Pontes, no concelho de Leiria, Carla Pais reside actualmente em França. É a vencedora do Prémio Leya 2025, com o romance A Sombra das Árvores no Inverno, decisão anunciada pelo júri na semana passada. O primeiro romance de Carla Pais, Mea Culpa, foi finalista do Prémio APE 2018. Publicou depois Um Cão Deitado à Fossa, distinguido com o prémio Cidade de Almada 2018 e com o prémio SPA para o melhor livro de ficção narrativa 2023. Com A Instrumentação do Fogo, Carla Pais venceu a primeira edição do prémio de poesia Francisco Rodrigues Lobo, em Leiria, e com o conto A Alma do Diabo ganhou, em 2015, o Prémio Literário Horácio Bento Gouveia.
Ser a segunda mulher a receber o Prémio Leya, numa lista, desde 2008, com 14 premiados, tem um significado?
Não me posso pronunciar sobre a qualidade das obras que foram apresentadas ao júri durante todos estes anos e não estou em crer que haja alguma decisão tendenciosa, portanto, se há duas mulheres que venceram, até hoje, é festejar, apenas. É a obra que fala, não é o autor.
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