– Já não há paciência… para política… descreio nela a um ponto que já se torna mesmo difícil levar qualquer coisa relacionada com ela a sério, penso que por vezes a piada se faz sozinha…
– Detesto… oportunistas, simpatia por conveniência, o sorriso rasgado de quem quer sempre arrancar algo de cada interação e relação para proveito próprio.
– A ideia… de que há possibilidade de mudar o mundo, não consta nas minhas crenças, estamos destinados a fracassar repetidamente neste quesito, trata-se de um barco há muito velejado.
– Questiono-me se… o mundo não seria melhor se dançássemos com mais regularidade.
– Adoro… cantar, em todo o lado, a toda a hora, por vezes para o infortúnio das pessoas que passam muito tempo comigo, rappar também
– Lembro-me tantas vezes… das coisas que não fiz, com uma raiva inútil, mas ensina-me que quando der por mim decrépito a contemplar o que me resta, que o que me vai assombrar vai ser sempre o que não fiz.
– Desejo secretamente… fugir, sair um dia com a bagagem necessária, e levar-me ao extremo numa opcional e decadente caminhada pelas ruas infinitas deste mundo, cantando e escrevendo até que a força se esgote, e um dia voltar, porque isto é tudo muito bonito, mas eu gosto da minha cama
– Tenho saudades… dos olhos joviais que nos presenteiam quando somos crianças, a beleza da descoberta, o derradeiro espetáculo da vida, que é belo sem tentar, mas que se enegrece ao longo da vida e nos atormenta enquanto se distancia da nossa realidade.
– O medo que tive… mostrou-me que por medo não fazemos muita coisa, e que a vida é se não uma constante superação de todos os nossos medos, não os levemos muito a sério, e há que tirar proveito deles.
– Sinto vergonha alheia… quando dou por mim no meio de um debate político, uma autêntica perda de tempo.
– O futuro… assusta, a minha fraqueza dificulta a minha crença em tempos melhores, mas continuarei a fazer o que devo fazer, confiando nas minhas mil facetas e no meu cérebro dançante para me darem tudo o que necessito.
– Se eu encontrar… o Bob Dylan na rua, agradeço-lhe, mesmo sabendo que ele não se podia estar mais a marimbar para mim.
– Prometo… nunca fazer algo que não faria apenas por dinheiro, nunca ligar muito ao que os outros dizem, e não parar de criar enquanto tal fizer sentido.
– Tenho orgulho… da pessoa que me tornei, é como o realizar de um sonho, o meu eu de há 6 anos nem sonharia onde isto ia parar, praticamente tudo o que quis fazer quando jovem faço finalmente, vem aí o meu primeiro álbum e, possivelmente, o meu primeiro livro, ainda este ano, esperemos, apressar não será necessário.