Praticamente duplicaram as burlas registadas pela GNR no arrendamento de imóveis no distrito de Leiria, em 2025, apesar da ligeira redução dos números no contexto nacional.
Em comunicado de imprensa, a GNR refere que, em 2025, contabilizou 41 burlas, número que supera as 23 registadas em 2023.
Esta força de segurança salienta o “crescimento acentuado” deste tipo de crimes em distritos do interior e do Norte, com Leiria a notar um aumento de 78%.
“O modus operandi envolve a utilização de fotografias de imóveis reais para criar anúncios fictícios com preços significativamente abaixo do mercado. O objectivo é atrair as vítimas pela vantagem económica e, posteriormente, exercer pressão psicológica através do argumento de “elevada procura”. Este método vista levar a vítima a efectuar um pagamento imediato (sinal) para garantir a reserva, sem contacto presencial ou visita ao imóvel”, explica a GNR.
A burla é, frequentemente, detectada meses depois, “quando o contacto do anunciante é desactivado ou a vítima se desloca à morada, constatando que a mesma não existe ou não está disponível para arrendar”, pode ler-se na mesma nota.
Contra este tipo de crime, a “prevenção é a melhor ferramenta”, defende a GNR, indicando algumas recomendações. Deve desconfiar de “negócios irresistíveis”, onde os preços estão abaixo da média da zona, sendo este o “primeiro sinal de alerta”.
A GNR aconselha também à solicitação de uma visita ao imóvel. “Se o proprietário apresentar reservas ou desculpas sistemáticas, desconfie”.
Deve ainda investigar o anúncio e tentar perceber se as mesmas fotografias aparecem em diferentes plataformas com contactos ou preços distintos e, além disso, pedir a identificação do anunciante para verificar se o titular da conta bancária para o pagamento corresponde ao nome fornecido.
“Cuidado com a pressão: Não ceda a pedidos de sinalização imediata sob o pretexto de haver muitos interessados”, escreve também a GNR, explicando que este tipo de criminalidade tende a intensificar-se com a aproximação de épocas sazonais e de férias, com especial incidência nas plataformas digitais.
No País, registaram-se 725 burlas desta tipologia, o que representa uma redução de 5% face às 762 ocorrências de 2024. O fenómeno é disperso por todo o território e as zonas onde existem mais casos são Faro (153), Setúbal (91), Lisboa (86), Braga e Porto (72 cada).










