A Polícia Judiciária deteve, esta quinta-feira, cinco pessoas, suspeitas da autoria de crimes de sequestro e rapto, ocorridos em Agosto, na cidade da Marinha Grande. A vítima foi “brutalmente agredida”, ao mesmo tempo que os agressores faziam filmagens, partilhadas nas redes sociais.
Segundo a PJ, os suspeitos, quatro homens e uma mulher, agindo “em conjugação de esforços” , delinearam e executaram um plano, que “culminou com a abordagem e rapto de um homem, com 25 anos”, também residente na Marinha Grande.
Em comunicado, a Judiciária adianta que “o grupo criminoso” agora desmantelado pretendia obrigar a vítima a pagar uma suposta dívida. Para tal, “depois de a terem manietado, transportaram-na para uma habitação abandonada, onde foi ameaçada com diversas armas de fogo curtas, de calibre de guerra (pistolas) e agredida brutalmente”.
Ao mesmo tempo, filmavam as agressões, com as gravações a serem “posteriormente divulgadas nas redes sociais”, avança a PJ, que encontrou material balístico na casa onde a vítima esteve sequestrada, nomeadamente “invólucros de calibre 9×19 mm deflagrados, uma munição de calibre 9×19 mm, várias buchas de cartucho de espingarda caçadeira de 14 mm, bem como vestígios hemáticos”.
Segundo a Judiciária, os detidos têm idades compreendidas entre os 19 e 26 anos e, com excepção de um deles, não têm profissão ou ocupação definida.
Além dos cinco detidos, “estão ainda cabalmente identificados outros dois suspeitos que fugiram para o Brasil e para os quais foram já emitidos mandados de detenção internacional”, informa a PJ.
À Lusa, fonte da PJ de Leiria afirmou que os arguidos foram detidos nas respetivas residências, “algumas em Leiria, outras na Marinha Grande”, e são “suspeitos de terem participado noutros crimes”. Quanto à alegada dívida, existe “a forte convicção que possa estar relacionada com negócios ilícitos”
A casa para onde foi transportada a vítima de sequestro e rapto localiza-se no concelho de Ourém, avança a mesma fonte.
Ainda de acordo com a PJ, o sequestro durou algumas horas e foi desencadeado após a mulher detida ter atraído a vítima para um encontro de natureza sexual.
Os detidos vão ser presentes à autoridade judiciária competente para aplicação das adequadas medidas de coação.









