Como acontece com a generalidade das crianças, a entrada no 1.º ciclo foi para José Miguel um momento de euforia. A vontade de aprender coisas novas sobrepôs-se à apreensão subjacente a este tipo de mudanças. Mas, como já sabia ler e conhecia o suficiente para ir juntando as letras e escrever palavras, o entusiasmo esmoreceu em pouco tempo.
“Começou a desinteressar- -se, porque havia pouca novidade. Sentia-se um desajuste das expectativa dele em relação à velocidade de aprendizagem. Ele queria que fosse tudo muito depressa. E não era”, conta a mãe, Inês Cordeiro. Já no segundo ano, a atitude mudou.
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