A última vez que se encontraram foi há 21 anos e, na altura, jogavam no mesmo patamar, a 2.ª Divisão B, que hoje dá lugar à Liga 3.
Mas, no próximo domingo, às 15 horas, a realidade é bem distinta. A Taça de Portugal voltou a fazer das suas e o emblema de Ourém, ancorado no Campeonato de Portugal, vai receber em casa o Académico de Viseu, conjunto que tem feito um brilharete na 1.ª Liga, a contar para a 3.ª eliminatória.
Os viriatos são uma das novidades da época no principal escalão de futebol português e, à oitava jornada, ocupam o 6.º lugar da tabela classificativa, com derrotas apenas contra o FC Porto e Santa Clara e dois empates frente ao Marítimo e SL Benfica.
As probabilidades não abonam a favor dos visitados e os conjuntos vão chegar ao relvado com sentimentos distintos. “Será um jogo difícil onde, infelizmente, vamos apanhar a equipa num bom momento, enquanto a nossa vem de uma derrota que não estávamos à espera, frente aos Nazarenos”, afirma Nuno Kata, treinador do CD Fátima.
Ainda assim, considera que o desafio frente a uma equipa da 1.ª Liga vai “motivar os jogadores para fazerem um bom jogo”.
“Queremos usufruir e tirar partido do jogo, dentro das poucas possibilidades que sabemos que temos. Queremos tentar ganhar. Temos a possibilidade dos 90 minutos, do prolongamento e dos penáltis”, equaciona o técnico.
Sendo este um encontro raro, Nuno Kata espera que a típica festa da prova-rainha se faça nas bancadas. “O Académico de Viseu também tem muitos adeptos e estamos à espera de uma enchente”, sublinha.
Recuando 25 anos, quando Nuno Kata vestia o equipamento de jogador e calçava as chuteiras, teve dois encontros com o mesmo emblema. Recorda-se “perfeitamente” dos jogos, especialmente, a visita ao Fontelo.
“Lembro-me que fizemos uma grande exibição, até foi o jogo onde fui visto pelo Feirense, que, na altura, veio buscar-me”, assinala.
Este foi o ponto de partida de uma carreira que o levou ainda ao Beira-Mar, FC Vizela e além-fronteiras, no Servette (Suíça) e Brest (França), antes do regresso ao CD Fátima.
“Tínhamos um ambiente muito bom. Jogávamos no campo da cidade, o João Paulo II, que estava quase sempre cheio. Jogávamos um futebol muito atractivo”, aponta o antigo médio.
Nesta 3.ª eliminatória, entrará em campo também a União de Leiria (Liga 2) frente ao Bragança (Campeonato de Portugal), no sábado, às 16 horas, e a União da Serra, no reduto do Vitória FC (ambos do Campeonato de Portugal), às 15 horas de domingo.












