Foi estranho, pela primeira vez, fazer uma entrevista ao Nariz – Teatro de Grupo e falar de Pedro Oliveira no passado. O encenador, figura incontornável, morreu. No espaço que lhe era natural senta-se agora quem com ele trabalhou durante décadas: Luís Mourão, dramaturgo e agora presidente da companhia; Andrzej Kowalski, responsável pelo ambiente cénico e vídeo; e Vitória Condeço, companheira de Pedro, que assumiu a continuidade da encenação.
O projecto nasceu ainda com Pedro. A escolha recaiu sobre Séneca, filósofo estoico e trágico. “O que Séneca diz é claro: não se pode tirar tudo a uma pessoa, reduzi-la à miséria funcional e intelectual, e esperar que não haja resposta”, sublinha o dramaturgo, fazendo a ponte com o presente e a situação política actual.
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