“Iam parar todos ao lixo”, comenta Adélio Amaro. Quando lhe chegaram às mãos 212 cartazes do primeiro ano de actividades no Teatro José Lúcio da Silva, quase imediatamente surgiu a ideia de escrever acerca da sala de espectáculos inaugurada em 1966, que é, ainda hoje, a maior em Leiria. A pesquisa realizada ao longo de seis anos trouxe à tona “episódios fantásticos” com “vários pormenores curiosos” e tem como âncora documentos descobertos no museu m|i|mo e no arquivo municipal. Alguns, em “caixas que estavam por ser digitalizadas, trabalhadas” e “identificadas”. Ou seja, de que “era necessário fazer o puzzle”.
Actualmente, já “está tudo disponível online”. Só por isso, diz o autor, “valeu a pena”. A investigação resumida em mais de 400 páginas explora a linha cronológica entre o momento em que se começa a falar na demolição do Teatro Maria Pia na zona da Fonte Luminosa (que viria a confirmar-se em 1958) e o primeiro aniversário do novo equipamento. Um período “complexo” que abre uma “discussão muito grande”. Além de outras polémicas, “havia pessoas que diziam que construir o José Lúcio da Silva onde está actualmente [à época, um terreno de vinha] era muito longe do centro da cidade”.
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