Resiliência é a palavra que vem à cabeça de João Sales quando fala da história do skate em Leiria. Desde os anos 80 que as tábuas de madeira sobre rodas invadiram a cidade e já não quiseram sair, mesmo após várias tentativas de as colocar à margem, por serem consideradas “ruidosas e transgressoras”.
A comunidade ao redor desta modalidade ainda se lembra do primeiro half-pipe construído no Bairro dos Capuchos, que daí foi desviado para junto das piscinas municipais. O antigo edifício da Sarvinhos e o Vidigal foram também locais que conheceram a passagem destes outsiders, que só queriam um local onde pudessem deslizar entre rampas e degraus, em liberdade e sem discriminação. Porque, em cima de num skate, “não há discriminação”.
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