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Home Opinião

Ode às mães

Sempre na retaguarda, as mães são como que fiadoras das metas que traçamos

Cláudia Camponez, psicóloga educacional Cláudia Camponez, psicóloga educacional
15 de Maio de 2025
em Opinião
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Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Cláudia Camponez, psicóloga educacional15 de Maio de 2025

“As mães são o antídoto mais forte contra a propagação do individualismo egoísta.” Estas são palavras do Papa Francisco e como estas muitas outras continuarão a ecoar nos que viam nele um exemplo de pura humanidade. Era frequente emocionar-me com o que dizia e com o tamanho da inspiração que emanava, mas, curiosamente, não chorei na sua partida. Inundou-me antes uma sensação de desamparo sombrio.

Foi-se uma luz, uma âncora, um testemunho, um alicerce que permitia uma espécie de equilíbrio transversal. Sinto que esta ausência se assemelha ao vazio, a um lugar que fica por preencher porque insubstituível. Sinto o mesmo em relação às mães. Quando elas partem o que é que fica? Na verdade, não quero saber nem me permito muito a pensar no assunto, garanto apenas que outra Cláudia permanecerá no lugar que agora ocupo.

Mas, temores pessoais à parte, neste mês que assinala o Dia da Mãe, parece-me que ainda vou a tempo de fazer uma singela homenagem a alguém que é tudo e tanto ao mesmo tempo, sempre!

Não vou dizer que a minha mãe é melhor que a vossa, embora seja impossível distanciar-me do que me tem dado a viver. Vou antes dizer que, contextualizadas à luz da sua dinâmica familiar, todas as mães serão naturalmente diferentes, ainda que iguais e com um princípio que acredito comum: amar ilimitadamente com os recursos que têm ou tiveram disponíveis. Colo, cuidado, sustento, proteção, aconselhamento… a listagem não teria fim.

Sempre na retaguarda, as mães são como que fiadoras das metas que traçamos. A quem ligam ao fim do dia? De quem é o cozinhado que adoram? Onde continuam a sentir-se em casa? Que todas as mães se sintam amadas até ao último suspiro e além dele. Que nunca jamais por um segundo se sintam sozinhas e esquecidas e que o amor entre mães e filhos seja sempre feliz! Que na certeza do amor, se encontre apoio mútuo e presença, pois não há beleza maior que este amor desinteressado.

O Papa Leão XIV apelou à paz no seu primeiro discurso. Ora, quem melhor nos educa no perdão? 

Texto Escrito segundo as regras do Novo Acordo Ortográfico de 1990 

Tópicos: amigasapoiocarinhoCláudia Camponezcoloconfortoeducaçãofilhasfilhosjornal de leiriaLeiriamãemãesodeopiniãopsicologiarespeitoretaguarda
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