PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

Cinema e TV | Isto é uma coisa a ver: Pequenas Cartas Malvadas

Elsa Margarida Rodrigues, professora e escritora Elsa Margarida Rodrigues, professora e escritora
24/05/24 10:05
em Opinião
Cinema e TV | Isto é uma coisa a ver: Pequenas Cartas Malvadas
Share on FacebookShare on Twitter
Elsa Margarida Rodrigues, professora e escritora

Pequenas Cartas Malvadas começa com o aviso de que o filme tem mais verdade do que o espetador pode pensar. Em parte, o aviso justifica-se porque se refere a factos ocorridos na cidade costeira de Littlehampton na década de 1920. Mas por outro lado talvez também se justifique porque vivemos tempos em que mensagens venenosas e ecos de um moralismo virtuoso parecem contaminar o nosso quotidiano.

Realizado por Thea Sharrock e escrito por Jonny Sweet, o filme conta com Olivia Colman no papel de Edith Swan e Jessie Buckley como Rose Gooding, a dupla de mulheres em torno da qual o filme gira. A separá-las fisicamente está apenas a parede fina que divide as casas gémeas, mas as duas mulheres representam dois universos morais antagónicos: de um lado Edith, a filha de meia idade, devota e casta, que vive com os pais, do outro Rose, irreverente e desbocada, uma jovem mãe irlandesa que vive com o seu companheiro de cor. De um lado a virtude, do outro a perdição.

A ação do filme começa com a chegada da décima nona carta, uma missiva ofensiva dirigida a Edith, escrita numa linguagem grosseira, idêntica à usada por Rose no seu dia a dia. É essa a carta que leva a que Edward Swan, o pai de Edith (representado por Timothy Spall), chame a polícia. Desencadeia-se assim uma investigação para descobrir a proveniência das cartas assente no pressuposto, imposto pelo pai de Edith, de que a culpada é Rose devido ao desentendimento ocorrido entre as duas famílias. Ao espetador é então mostrado o equilíbrio que se pode gerar a partir do encontro de opostos, o respeito que pode existir pela diferença, o secreto desejo de ser mais como o outro que frequentemente acompanha o nascimento da amizade, e a fragilidade de todos estes sentimentos perante o poder masculino ou perante a evocação da superioridade moral.

Este filme não é acerca da autoria das missivas, que apenas se desvenda no final, mas sobre as várias formas de abuso que tornam vítimas quase todas as mulheres do filme. Edith, vítima da crueldade do pai, que atira para o lixo a comida que ela lhe cozinha no dia em que a mãe é enterrada; Gladys Moss, a mulher polícia de Littlehampton, vítima da ostracização por parte dos colegas, relegada para o papel de fornecer apoio moral às mulheres afetadas pelo crime; Vitória (nome escolhido não por acaso) Swan, vítima do seu marido e do seu próprio moralismo, que a leva à morte; e Rose Gooding, a única mulher verdadeiramente livre, que é vítima do pai que a levava consigo em criança quando assaltava casas e do julgamento moral coletivo que a conduz à prisão e quase a faz perder a filha.

No entanto, apesar da misoginia explícita, o filme não é inteiramente maniqueísta. As mulheres também não começam por ser solidárias entre si: Edith não é solidária com Rose, tal como Gladys também se recusa a ajudá-la quando esta lhe pede ajuda; Vitória não protege a sua filha da crueldade do pai, e até o trio de mulheres que se vai revelar essencial para desvendar o mistério das cartas começa por assumir uma posição ambivalente. No entanto, no final, é a união das mulheres que prevalece, abrindo o caminho que nos permitiu chegar até aqui, um lugar de fala em que a voz feminina não está aprisionada nem tem de se esconder atrás de pequenas cartas malvadas.

A ver, para nos lembrarmos de tudo o que podemos perder.

RELACIONADOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem
Sociedade

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria
Economia

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira
Sociedade

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Próxima publicação
Música | Não, não pode

Música | Não, não pode

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?