Naquele dia, apesar das “ameaças de bomba” na semana anterior, “a cidade engalanou-se para receber o novo bispo”, descreve Marco Daniel Duarte. A entrada de D. José Alves Correia da Silva na sé, a 5 de Agosto de 1920, simboliza a restauração (ocorrida em 1918) da diocese de Leiria, extinta durante quase 40 anos, em que o edifício baixou à categoria de igreja paroquial. O início da história, no entanto, é muito anterior, tem já 450 anos, que são assinalados no fim-de-semana.
A catedral de Leiria, salienta o director do Departamento do Património Cultural da Diocese de Leiria-Fátima, “é uma das mais claras imagens da reforma político-institucional que o rei D. João III estabelece para a reorganização territorial do Reino”. E, por outro lado, “a sua arquitectura mostra-se claramente coadunável com a reflexão da Igreja nessa época, isto é, no contexto do Concílio de Trento”.
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