É em redor de um álbum de fotografias antigas que se concentram Isabel Leitão, Urbano Pereira e Conceição Andrade, três dos cinco ex-funcionários da Tapetes Vitória convidados pelo Museu Industrial e Artesanal do Têxtil (MIAT), em Mira de Aire, para uma visita guiada ao local, iniciativa realizada na passada sexta-feira, que assinalou os quatro anos do espaço, coincidentes com o centenário da fundação da fábrica, encerrada em 2010.
A visita serviu, sobretudo, como um desfiar de memórias sobre a empresa e sobre um sector que fez desta povoação do concelho de Porto de Mós “uma das grandes vilas de Portugal”, como diz Urbano Pereira, que trabalhou meio século na Tapetes Vitória. “Foi a minha universidade”. Entrou aos 11, como ajudante de tear, passando depois pelo sector de pessoal e pelo escritório, e só saiu para a reforma, mantendo-se, no entanto, no activo, ligado agora aos seguros.
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