Depois dos Estado Sónico, depois dos Big Me, depois de 20 anos a viver no Canadá, onde trabalha nas explorações de petróleo, há um novo horizonte diante de Garry Vicente, músico da Marinha Grande de repente descoberto durante uma noite open mic num bar de Edmonton em que cantou dois temas originais, voz e guitarra, que convenceram a editora Northern Lights Indie Label a propor-lhe gravar o primeiro EP a solo, aos 56 anos de idade.
No outro lado do desafio que para o working class hero da Marinha Grande é uma espécie de american dream canadiano está o músico Jarrid Lee, dono da Northern Lights Indie Label, que viu do público a performance de Garry Vicente e não lhe poupa elogios. “A voz rouca e temperada mistura-se perfeitamente com o dedilhado e com histórias que normalmente não ouviríamos em Alberta, Canadá. Há um certo estilo único de cafeteria mundana que lembra aos meus ouvidos música que se encaixaria perfeitamente numa banda sonora para cinema ou nos créditos finais de um grande filme”, comenta numa resposta enviada por escrito ao JORNAL DE LEIRIA. “O que achei diferente foi o óbvio sotaque português e a sua personalidade vibrante que me intrigou ao ponto de querer descobrir quem ele é e, mais importante, quem ele é como artista. Há naturalidade, como um veterano experiente, e sem saber ele ilumina o amor pela música evidente na sua arte”.
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