PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

A vergonha de normalizarmos a pobreza  e a miséria humana

É preciso falar mais de pobreza e trazê-la para o debate público e político. É preciso mostrar que ela existe, que está aqui e que afeta milhões de pessoas

Miguel Bilhota Xavier, professor e presidente da InPulsar Miguel Bilhota Xavier, professor e presidente da InPulsar
3 de Março de 2023
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Miguel Bilhota Xavier, professor e presidente da InPulsar
Miguel Bilhota Xavier, professor e presidente da InPulsar3 de Março de 2023

Se olharmos para um pobre de mão esticada a pedir dinheiro numa rua repleta de esplanadas com as pessoas sentadas à mesa a devorarem os seus almoços e a situação não nos envergonhar e apenas nos causar nojo é natural que já estejamos a passar para o lado da vulgarização da miséria humana.

Um dado adquirido é que a pessoa que está ali, provavelmente na esperança de arranjar qualquer coisa para comer, tem uma história de vida triste e muito pouco dada à sorte e isso deveria gerar em todos nós um grau de revolta tão grande que ajudaria a evitar aquele género de episódios.

A partir do momento em que a sociedade e o estado colocam na sorte da vida o risco de pobreza e miséria de cada um então é um sinal claro que estamos a falhar como seres pertencentes à espécie humana.

Ver alguém a dormir na rua, olhar para crianças a recolher o lixo que os outros não querem, saber que existem pessoas que se lançam num barco à deriva para fugir das guerras nos seus países, estas e outras situações desumanas deveriam criar-nos arrepios na coluna vertebral e envergonhar-nos ao ponto de agirmos de qualquer forma para evitar que este tipo de situações sejam normalizadas e que deixem de nos incomodar. Não podemos ficar indiferentes a tanta desigualdade. 

Quando analisamos os números divulgados pelo Eurostat ficamos a saber que este problema que afeta só os “outros” pode estar mais perto de nós do que pensamos.

Em 2021, 21,7% da população da União Europeia estava em risco de pobreza ou exclusão social. Quase 100 milhões de pessoas que não têm acesso ou estão em risco de perder as necessidades básicas para sobreviver.

Portugal ocupa um perigoso 8º lugar numa lista que devia estar afixada nas paredes dos gabinetes de todos os decisores políticos de forma a que grande parte dos seus esforços se focassem nas pessoas que se encontram numa posição mais frágil.

São demasiados portugueses, 22% da população do nosso pequeno País, o equivalente a 2,3 milhões de pessoas que vivem mal. Uma dimensão incompreensível num regime democrático. Inadmissível. Intolerável.

Estes números para além de nos alertarem são também reveladores que a possibilidade de estancarmos o ciclo vicioso de “pessoa que nasce pobre, mais pobre será” se apresenta como uma ação cada vez mais utópica. Mais pobreza, menos saúde e menos educação igual a mais exclusão.

A nossa moral, esteja lá ela onde estiver, tem que se mostrar mais vezes, tem que ganhar voz, uma voz que se faça ouvir para que um assunto das populações vulneráveis se transforme num assunto de todos nós.

É preciso falar mais de pobreza e trazê-la para o debate público e político. É preciso mostrar que ela existe, que está aqui e que afeta milhões de pessoas. Tudo isto é uma questão de responsabilidade e todos nós temos que fazer mais para combater algo tão miserável e desumano.

Se formos muitos a tentar o objetivo fica mais fácil de alcançar e o povo ainda é quem mais ordena e por isso o povo tem que ordenar pelo fim da normalização da pobreza e da miséria humana. 

Tópicos: decisoresdemocráticodesigualdadeEurosatexclusão socialfrágilMiguel Bilhota XaviermisériaopiniãopobrezapolíticaPúblicosaúdevergonhavulnerável
PartilharTweet

Mais informação

Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Data centers e a fome por recursos

26 de Outubro de 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
Próxima publicação
Secretário-geral da Fenprof juntou-se aos professores da Escola Básica 2, 3 de Marrazes

Professores em greve exigem “respostas concretas” do Ministério da Educação

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

MAIS VISTOS

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

28 de Outubro de 2026
Marta Bento, estudante de Relações Internacionais
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?