Algumas pessoas cruzaram países na esperança de encontrar trabalho e uma vida melhor noutras paragens, mas à chegada depararam-se com a falta de habitação. Outras deixaram simplesmente de conseguir fazer face a uma crise crescente, foram despejadas das casas onde moravam e não têm outro espaço onde possam viver. E há também quem se tenha deixado enlear pelas teias de uma adicção, que lhes consumiu todos os bens até nada restar. Nem mesmo um tecto.
São muitos os motivos que têm levado ao aumento do número de pessoas em situação de sem-abrigo na região, sendo que nalguns concelhos, como é o caso da Marinha Grande, a situação atingiu proporções “catastróficas”, com os casos a duplicar em menos de um ano. São hoje perto de 70.
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