PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

Mas qual lápis cor de pele qual quê!

Um mundo pintado com os lápis de todas as cores será sempre um mundo muito melhor e mais bonito, não é?

Miguel Bilhota Xavier, professor e presidente da InPulsar Miguel Bilhota Xavier, professor e presidente da InPulsar
11 de Fevereiro de 2022
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Miguel Bilhota Xavier, professor e presidente da InPulsar
Miguel Bilhota Xavier, professor e presidente da InPulsar11 de Fevereiro de 2022

O professor do 1.º ciclo (antigamente professor primário) para além das aprendizagens essenciais obrigado a cumprir das diferentes áreas curriculares também tem (ou deveria ter!) uma enorme preocupação com a formação humana dos seus alunos….

Empatia, respeito, solidariedade, tolerância e liberdade são exemplos de palavras com uma forte capacidade de desenvolver a proximidade entre todos sem exceção.

Estas palavras e outras tantas que destilam livremente respeito pelos princípios básicos dos valores humanos deveriam fazer parte dos currículos obrigatórios de todas as escolas, principalmente dos ciclos de ensino onde as crianças e jovens percorrem o caminho da sua construção como Ser integrante de uma sociedade de respeito entre todos.

A natureza esforça-se por cuidar de tudo e de todos e talvez por isso ela permita ao Ser Humano nascer repleto de bondade e sem qualquer preconceito.

“- Bom dia alunas e alunos! Ontem observei uma pessoa com um ar triste e vazio a dormir na rua ao frio. Qual a vossa opinião sobre este problema?”

Podem não acreditar, mas todas as crianças se revoltam com esta situação e reagem com uma vontade imensa de resolver o problema.

“Professor podemos oferecer comida”, “…podemos trazer cobertores de casa”, “…e que tal juntarmos dinheiro e arranjar uma casa, todas as pessoas merecem uma casa para viver”.

Não podemos permitir que a sociedade destrua esta dádiva natural presente em cada um de nós e que está intrínseca na nossa génese.

Pior que tudo isto é chegar à conclusão que existe na comunidade política e também escolar pessoas que fazem parte desta desconstrução do Ser tal como ele nasce.

A poeta (e não poetisa, como a própria sublinha) Alice Neto mostrou as garras da sua revolta num poema escrito por ela e recitado na RTP África há uns dias atrás: “Olhava para o lápis, olhava para a [minha] pele / Olhava fixamente para aquele lápis cor de pele / Naquele dia desisti de falar de unicórnios e fazer citações”.

A mulher de 28 anos, nascida em 1993 na antiga freguesia lisboeta de São Sebastião da Pedreira, com a pele cor de chocolate de leite e filha de pais angolanos, falou do problema que existe numa sociedade que ainda mede a qualificação das pessoas pela cor que trazem na pele e lembrou o episódio estranho quando questionou a sua professora primária sobre o que era um lápis cor de pele e recebeu uma forte reprimenda.

Estranho mundo este que distingue as pessoas por aquilo que se vê e não por aquilo que elas são.

Devemos recusar e revoltar-nos com esta normalização de diminuir e menosprezar aqueles que estão quase sempre numa posição mais frágil.

Devemos mostrar as nossas garras do bem, que têm origem no nosso princípio de vida e dizer em alto e bom som que não aceitamos expressões como: “o lápis cor de pele”, “as pessoas de cor” e “os pretos lá do bairro”.

Devemos ser mais crianças nestes momentos e trazer de volta aquilo que a natureza nos ofereceu de mão beijada e aceitar a diferença como uma mais valia para uma melhor construção individual de cada um de nós.

Digam lá, um mundo pintado com os lápis de todas as cores será sempre um mundo muito melhor e mais bonito, não é?

 

Texto escrito segundo as regras do Acordo Ortográfico de 1990

Tópicos: Miguel Bilhota Xavieropinião
PartilharTweet

Mais informação

Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Data centers e a fome por recursos

26 de Outubro de 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
Próxima publicação
GNR faz sete detidos por tráfico de droga em Leiria e Alcobaça

GNR faz sete detidos por tráfico de droga em Leiria e Alcobaça

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

MAIS VISTOS

Livro relata a experiência do autarca com a crise Kristin

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

28 de Outubro de 2026
Factos foram julgados no Tribunal de Leiria

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

28 de Outubro de 2026
A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?