PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

Quando o mais é de menos

O meu problema, podem crer, nunca será o de aceitar que uns sejam mais abonados que outros. Prezo e valorizo os que sobem socialmente e enriquecem por mérito, competência, oportunidade, sacrifício, risco

Joaquim Ruivo, professor Joaquim Ruivo, professor
14 de Maio de 2021
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Joaquim Ruivo, professor
Joaquim Ruivo, professor14 de Maio de 2021

Hoje vou falar de contas e números. Coisas simples, como convém a um professor de História.

Não vou dizer que ganho o mesmo que ganhava em 2003, porque entretanto fui subindo de escalões. É esse o modesto benefício de todo o funcionário público que vai “progredindo” na idade.

Mas apanhei um choque tremendo, na semana passada, ao escolher papelada para o lixo, toda aquela que sempre pensamos que um dia vai ser precisa e, por isso, se vai acumulando, sem nunca lhe encontrarmos qualquer préstimo.

Estava eu a meio desse exercício sempre doloroso de selecionar papéis, no espaço que eu chamo de “meu escritório” e a minha mulher de “tulha”, quando dei de chofre com o meu recibo de vencimento de 2003.

Ia tendo uma apoplexia! Não há nada que esconder: em 2003, depois de todos os descontos, quase com vinte anos de serviço, recebia 1.425 euros.

Ora, passados dezoito anos, é pouco menos do que um meu colega recebe hoje em dia, estando no mesmo índice: 1.489 euros. Espantoso! Como é possível?

A Pordata dá-nos entretanto outros dados interessantíssimos.

Nas carreiras da administração pública, desde 2005 até agora. os aumentos situam-se entre os 10,5% e os 13%, sendo que os valores ligeiramente mais altos se situam nas carreiras iniciais dos enfermeiros, médicos, militares e, carreiras finais, dos magistrados.

E mesmo este aumento é enganador. O aumento dos impostos e contribuições anulou por completo os 11%, sem falar no custo de vida ao longo destas décadas.

Claro que há muitos que recebem menos do que eu: um assistente técnico no final de quarenta anos de serviço ganha 760 euros  e um assistente operacional ainda menos!

Mas, entretanto, indo só para o que me lembro, em 2003 um pedreiro receberia 8 euros à hora, agora, 12; um eletricistas 10, agora 15. E um litro de gasolina super custava 0,97 euros, agora  quase 1,5 euros…

Como eu gostaria de fazer o exercício da comiseração e humildade, aceitando o inevitável: que há gente que recebe muito menos que eu, que não tem contratos certos, que passa uma vida a recibo verde (a descontar 20% para IRS e 20% para o IVA), que está sempre na eminência de ser despedido, que só recebe o ordenado mínimo… e, sim, é verdade: um rendimento de 10 euros diários é uma “fortuna” para milhões de seres humanos.

O meu problema, podem crer, nunca será o de aceitar que uns sejam mais abonados que  outros.

Prezo e valorizo os que sobem socialmente e enriquecem por mérito, competência, oportunidade, sacrifício, risco.

Mas a conclusão é a de que eu e milhares de portugueses temos empobrecido irremediavelmente.

E, infelizmente, nunca teremos a oportunidade de receber prendas de 14 milhões de euros, esquecendo-nos de a declarar ao fisco.

Porque outros, naturalmente, têm enriquecido à descarada. Muitos deles anónimos, ocultos nos fundos financeiros, nas empresas fantasmas, nos offshore, no submundo da Bolsa.

E o que me custa mesmo aceitar é o descaramento: dos que enriquecem à custa do sacrifício e empobrecimento dos outros, com a presunção do dever cumprido. Porque a isso, claro, chama-se roubar.

Tópicos: Joaquim Ruivoopinião
PartilharTweet

Mais informação

Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Data centers e a fome por recursos

26 de Outubro de 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
Próxima publicação
Por proposta do BE, Parlamento vai recomendar criação de Cuidados Intensivos no Oeste

Por proposta do BE, Parlamento vai recomendar criação de Cuidados Intensivos no Oeste

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

MAIS VISTOS

Livro relata a experiência do autarca com a crise Kristin

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

28 de Outubro de 2026
Factos foram julgados no Tribunal de Leiria

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

28 de Outubro de 2026
A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?