“Nunca saberemos o que perdemos, além de milhares de peças que não foi possível recuperar”. O desabafo é de Vânia Carvalho, arqueóloga da Câmara de Leiria, que, numa visita guiada que fez no local, encontrou o troço da parede rochosa do Abrigo do Lagar Velho, área que começou a ser usada pelos humanos há pelo menos 29 mil anos, destruído.
No chão estavam “paus”, alegadamente usados para escavar a parede, e fragmentos “incontáveis” de ossos, materiais líticos (em pedra), carvões e vestígios orgânicos “preservados”. Ainda foram recolhidas cerca de 500 peças, mas muitas nem foram contabilizadas por só fazerem sentido “dentro de contexto”.
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