PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

Halloween – 5, Pão com Deus – 0

Em Portugal, por exemplo, só na década de 70 do século XX se alcançariam os mesmos níveis da Finlândia e da Suécia, desse tempo.

Joaquim Ruivo, professor Joaquim Ruivo, professor
16 de Novembro de 2018
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Joaquim Ruivo, professor
Joaquim Ruivo, professor16 de Novembro de 2018

A tese desta minha crónica é a de que as coisas são, por vezes, bem mais simples do que parecem. Quando em meados do século XVIII os países nórdicos, protestantes, assumiram que a palavra de Deus, a que vem na Bíblia, deveria ser traduzida e lida por todos, acabou-se o analfabetismo em pouco mais que o tempo de uma geração.

Em Portugal, por exemplo, só na década de 70 do século XX se alcançariam os mesmos níveis da Finlândia e da Suécia, desse tempo.

Na realidade, o saber ler e escrever – e a cultura por extensão – nunca foi tida para as elites em Portugal como de grande conveniência, e o anseio de alguns pela sua universalidade sempre foi olhado com desconfiança.

Sinónimo, também, que as elites em Portugal durante séculos foram elites de herança e não de mérito. Quem ascende socialmente por mérito compreende a mobilidade social, integra-a, deseja-a e aspira à cultura; em contrapartida, as outras elites, as que são apenas herdadoras dos méritos alheios e não querem abrir mão deles, temem quase sempre os novos tempos e a democratização da cultura e da própria escolaridade. Receiam o saber, não lhe dão valor e tendem a sonegá-lo.

E este é, por conseguinte, um exemplo da inércia. Mas sabemos, também, que é possível ter “sucessos” na educação de gerações inteiras, rápida eficazmente quando há um projeto consistente, bem estruturado e… repressivo.

O Nazismo na Alemanha, o Estalinismo na União Soviética e o Maoismo na China, por exemplo, no espaço de uma geração moldaram uma juventude aos seus desígnios totalitários. Adolescentes idolatrariam o seu Führer ao ponto de delatarem os seus próprios pais às autoridades e dariam a vida por ele até ao último dia da tomada de Berlim, pelas tropas soviéticas.

(O rosto desses jovens, escutando Hitler, ficará [LER_MAIS]  magnificamente filmado no Triunfo da Vontade, de Leni Riefenstahl). E jovens italianos de 15 e 16 anos integrariam milícias fascistas e matariam convictamente camponeses comunistas (e o contrário seguramente também terá acontecido), como tão trágica e poeticamente os irmãos Taviani filmarão na Noite de S. Lourenço.

Mas sempre admiro, na categoria dos projectos bem sucedidos no que à cultura e educação “democrática” dizem respeito, a forma tão eficaz como a cultura anglo-saxónica se tem imposto por essas escolas europeias, a reboque do ensino de inglês.

Projecto deliberado, consistente e bem executado, merece a nossa admiração e deixa-nos a pensar, por contraponto, sobre as fragilidades do “ensino” da cultura portuguesa.

Os professores de Inglês não ensinam só Inglês. Veiculam e inculcam deliberadamente na cultura dos seus alunos portugueses a cultura e as tradições anglosaxónicas. O currículo assim o determina e sugere e é, portanto, diligentemente seguido.

É ver todos os anos o entusiasmo de alunos e professores a celebrarem, por exemplo, o Halloween, o Saint Valentine's Day, e até outras tradições. Os átrios das escolas engalanam-se, os bares e refeitórios animam-se, as turmas divertem-se, os facebooks noticiam…

Do lado do programa do currículo de Português, quem divulga as tradições, quem fala delas, quem as relembra? Que fazemos nós, no currículo de Português para as promover?

Na verdade, afinal de contas, as coisas podem ser mais bem mais simples do que parecem. Depende do interesse e da vontade.

*Professor

Tópicos: Joaquim Ruivoopinião
PartilharTweet

Mais informação

Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Data centers e a fome por recursos

26 de Outubro de 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
Próxima publicação
Os vinhos levaram Carlos Simões de Fátima até à Austrália

Os vinhos levaram Carlos Simões de Fátima até à Austrália

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

MAIS VISTOS

Livro relata a experiência do autarca com a crise Kristin

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

28 de Outubro de 2026
Factos foram julgados no Tribunal de Leiria

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

28 de Outubro de 2026
A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?