Nos últimos quatro anos conquistou todos os títulos de selecções do futsal. A partir de agora, é mais fácil ganhar ou há mais responsabilidade?
A responsabilidade é sempre a mesma o que altera é a visão exterior, das pessoas e dos adversários. Internamente o sentimento tem de ser o mesmo porque é uma responsabilidade enorme representar o País e o futsal português. E essa responsabilidade irá manter-se sempre, quer esteja a ganhar ou em momentos menos bons. Ganhar não passa a ser mais fácil [risos]. Sermos campeões da Europa e do Mundo não nos dá vantagem, não nos atribui pontos nem começamos os jogos a ganhar. Agora as outras selecções olham para nós com uma vontade ainda maior de nos vencer e isso pode trazer algumas dificuldades mas, como eu digo sempre, temos de olhar para nós e estar preocupados com o que temos de fazer. E para nós é muito claro: é sempre como se fosse a primeira vez.
A estratégia, a humildade e a motivação têm sido as qualidades mais destacadas do seleccionador. São esses os segredos das vitórias?
Eu acredito muito nessa humildade, em manter os pés assentes no chão e perceber que foi preciso trabalhar muito para alcançar o que alcançámos. Se foi esse o percurso e o nosso trajecto, isso tem de se manter sempre que estivermos juntos, tendo clara consciência de que o que fizemos até agora não chega, é preciso mais. A forma como olhamos para o nosso processo deforma simples, humilde e extremamente motivadora tem de ser o caminho. Se nos envaidecermos um bocadinho vamos ser ultrapassados.
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