PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

Donald Obama

A imagem corre mundo. Uma criança fechada numa jaula.

Fernando Ribeiro, músico Fernando Ribeiro, músico
22 de Junho de 2018
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Fernando Ribeiro, músico
Fernando Ribeiro, músico22 de Junho de 2018

Como a imagem foi descontextualizada (pertence a uma manifestação, encenada e convocada exactamente para debater e demonstrar o drama da Imigração nos EUA), parece que já não conta e entra mais uma vez para o rol das desculpas, que em Inglês Americano se convencionou chamar de fake news.

É um esquema brilhante este do Trump. Dividir o mundo em dois: verdade e mentira e ignorar os factos que, neste mundo partido em dois, são muito mais que meras verdades ou mentiras.

O grande monstro Americano não tem um só nome. Não se chama, Bill, George, Barack ou Donald. Também não tem só um sobrenome, tem vários. Desde o Truman que lançou a bomba sobre Hiroshima e Nagasaki; aos Bush(s) que destruiram o Médio Oriente; ao Clinton que bombardeou Belgrado ao Obama que inventou a Primavera (de destroços) Árabe, são várias as assinaturas nas infames ordens para atacar ou “proteger”.

Quando o Obama ganhou as primeiras eleições eu estava em Las Vegas, por mero acaso, em tour. Talvez a pior cidade para partilhar o meu estúpido entusiasmo Europeu pela eleição do primeiro presidente negro da História dos EUA.

As pessoas, lá, queriam era jogar, beber na rua (permitido no Estado do Nevada) e vender-me timeshare e saber o que é que eu lá estava a fazer. Muitas dessas pessoas, nas ruas, eram hispânicos. Tal como no concerto que lá demos nessa noite.

Depois do terror Bush filho, acho que o Mundo respirou de alivio. O Canadá e a Europa receberam Obama como um verdadeiro aliado e amigo. Um tipo acessível, educado, que bebia vinho tinto, dançava, com um cool incrível que se nos apaixonou a todos nós, sempre dividiu os Americanos.

Passados alguns anos e com a perspectiva histórica da ruptura política nos EUA, com a eleição de dois presidentes out of the box, o fenómeno Obama desapareceu, as suas “conquistas” politicas esfumaram-se, a sua influência parece nula desde que Trump o substituiu na Sala Oval.

Obama é, talvez, o maior responsável por termos Trump como presidente dos EUA. O Donald é um bully e pensa como um. Depois da sua dança ridícula com as candidaturas através dos anos, foi no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, que Trump se decidiu a candidatar e a ganhar.

Tinha havido uma polémica acerca da certidão de nascimento do presidente Obama. Lembram-se? Isto não é de agora. Trump liderou essa inquisição levando a Casa Branca e Obama a libertarem uma cópia da certidão de nascimento de Obama que constatava o óbvio, ele era um cidadão Americano.

O presidente veio ainda falar disso numa conferência de imprensa, totalmente dirigida a Trump, dando-lhe uma importância que ele não tinha, até à altura, uma dimensão politica. Esse foi o primeiro erro.

O segundo, foi naquele jantar, onde Obama aproveitou para ajusta contas com o Donald, humilhando-o, pisando a sua arrogância, num discurso jocoso, extremo, pontiagudo que claro Trump mais que merecia, mas que o deixou num estado de sitio interior, com o ódio a amargar dentro de si, algo a nascer e que nos iria devorar a todos.

Obama foi, pela atenção que deu a Trump e por não ter resistido à doce vingança, um dos grandes responsáveis pela candidatura de Donald Trump. 

Trump rompeu com quase todos os acordos. Borrifou-se para a palavra, para a honra, para a fraternidade entre povos. Já podemos fazer uma lista dos acordos que rasgou. Infelizmente, não fez o mesmo internamente, continuando uma politica desumana de imigração, com promessas de muros gigantes e de guerra feita a quem tenta cruzar a fronteira para ter uma vida melhor.

Fica-lhe com os filhos, com a dignidade, com o sonho, coisas que fotografias não podem ou ousam capturar; momentos que as pessoas, principalmente os Americanos, não querem verdadeiramente discutir presos no seu sonho podre de lideres de um mundo livre, o país que tem mais presos na prisão, recordista absoluto do encarceramento. 

Se alguém se interessa ainda pelo México, é só ler a sua historia atribulada desde a chegada dos espanhóis e da emancipação dos piores vizinhos que se podem ter: os EUA. Foram estes responsáveis, directa ou indirectamente, pela perda de 40% de território Mexicano, nos 20, ou 30 anos que se seguiram à Independência do México.

Numa lógica de "queremos comprar, ah! não vendem, então bang bang, guerra e rendição incondicional", e depois, na sua generosidade capitalista pagavam o previamente oferecido para que o México reconstruísse o que os cowboys tinham mandado abaixo.

E assim se foi grande parte da California, do Texas, onde agora prendem as crianças mexicanas e os seus progenitores em condições que desrespeitam qualquer direito humano, perante a passividade total dos Americanos que afinal até gostam que a sua América seja great outra vez, custe o que custar, especialmente se forem os Mexicanos que lhes limpam as casas, que lhes cortam a relva, que lhes poem a comida no prato e lhes aturam os filhos enquanto eles jogam mini-golf, sim se forem esses e outros como eles a pagarem em sangue o preço da America Grande.

O grande monstro Americano não tem um só tempo, nem um só verbo. Tem uma tradição de um país malvado e velhaco para o mundo. Um país onde a democracia é votada por um povo caprichoso, revoltado e idiota que escolhe presidentes negros, ou stupid white men, ou tarados sexuais ou lordes da guerra, para mandarem no seu futuro e infelizmente para nós exportar o mal e o ódio que lhes vai na alma. 

Oh, say! can you see…

*músico e vocalista de Moonspell

Tópicos: crianças em gaiolaseuaFernando Ribeiroimigraçãoobamaódioopiniãoterrortrump
PartilharTweet

Mais informação

Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Data centers e a fome por recursos

26 de Outubro de 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
Próxima publicação
5 concertos a não perder no festival A Porta, este sábado

5 concertos a não perder no festival A Porta, este sábado

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

MAIS VISTOS

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

28 de Outubro de 2026
Marta Bento, estudante de Relações Internacionais
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?