PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

Direito natural.

À partida, o suicidio de Chester Bennigton (vocalista dos Linkin Park) e as afirmações de Gentil Martins acerca de Cristiano Ronaldo e da homosexualidade ao Expresso, não estão relacionados. Não têm nada a ver. Mas será isso verdade?

Fernando Ribeiro, músico Fernando Ribeiro, músico
22 de Julho de 2017
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Fernando Ribeiro, músico
Fernando Ribeiro, músico22 de Julho de 2017

Creio que há uma doença que invade o mundo. Uma epidemia  que não ataca o corpo, mas a mente, decretando, muitas vezes, o fim da nossa existência terrena. Essa enfermidade ainda não tem nome. Ou então tem tantos nomes que não lhe conseguimos atribuir um só. Os ingleses têm uma palavra que acho que funcionaria: Entitlement, mas é de difícil tradução.

Os sintomas dessa doença são vários mas radicam todos num estado de alma. Numa convicção que é silenciosa. Mas que avança por dentro e corrói a sociedade. Se eu tivesse competência para tal, escreveria como diagnóstico: esta pessoa sente-se muito melhor do que a outra. E não o consegue evitar.

Gentil Martins é, provavelmente, mas só provavelmente, um homem que deu mais à sociedade do que Cristiano Ronaldo. Efectivamente, salvou mais vidas e incontestavelmente contribuiu mais para um verdadeiro progresso social do que Ronaldo.

O seu campo de acção (a medicina), no qual fez história, assim o exige. Não é um desportista. Não mexe com as emoções das pessoas como um atleta, mas faz e, acima de tudo, fez a diferença quando a questão é a mais séria de todas: a vida ou a morte.

Os seus pacientes e quem beneficia do seu legado e obra, terão muito a agradecer ao médico e, – porque não? – à pessoa. Tudo isto é verdade. Mas será que tudo isto é evidência de que ele é melhor pessoa do que Cristiano Ronaldo? Ninguém o pode realmente dizer, muito menos o próprio.

O Chester Bennington era uma pessoa de sucesso. A sua banda, da qual eu não gostava nem um bocadinho, influenciou toda uma geração de fãs e outros músicos. Isso é evidente, também. Na parte familiar, ao que parece, também tinha sucesso, tendo deixado seis filhos e uma mulher. Suicidou-se na semana passada. Um mistério.

Esse seu último acto, desencadeou uma reacção gigantesca. A geração da sua banda é a geração online. Não podia ser de outra forma. Os seus fãs sentem a falta dele e daquela presença que sendo invisível aos olhos, nos acompanha no nosso quarto quando precisamos de alguém. De algo. De música. Essa é a reacção que lhe faz justiça.

Do lado negro, chegam os doentes. Os melhores do que todos. Os que foram, com as suas palavras, matando, lentamente, este e outros ídolos. Não eram poucos. São cada vez mais. Os que não compreendem como um pai deixa seis filhos.

Os que não têm simpatia pela depressão, clinicamente comprovada, mas nunca respeitada pelas massas. Os que fazem memes com forcas. Os que condenam o suicídio sem olhar ao que o precede. Os que fazem da Humanidade, um lugar triste para viver.

E quem são eles? Somos todos nós.

O vizinho do lado, o punk da esquina, a senhora das limpezas, o homem de negócios, a professora, o politico. Eu, tu, ele, nós, vós, eles. Todos estamos infectados com o sentimento de que o mundo nos pertence.

Que não faz mal deixar a merda de cão na relva onde as crianças jogam à bola. Os que atropelam pessoas nas passadeiras de Alcobaça e não se dão como culpados. Os que dão a ordem ao drone: os que carregam no botão. Eu, que tantas vezes julgo e acho que faço melhor. Só porque me sinto melhor do que o outro.

As pessoas que se ofendem online e que não tem reservas em nos chamar filhos da puta, paneleiros, cabras. Os que acham que as figuras “públicas” não podem responder ao puro ódio, como se da notoriedade dependessem direitos ou deveres. Os que matam impunes com palavras, montagens, roubos de propriedade intelectual, de identidade, de conhecimento.

Tudo está ligado hoje e o mundo assa no fogo lento da mediocridade virtual. O ambiente de ódio, falsidade e de impunidade. Se juntarmos pedaços de vidro suficientes, conseguimos fazer uma arma letal.

O verdadeiro ódio tem rastilho curto e em breve explodiremos com o que havia de decente em todos nós: o peso necessário da verificação que em nada somos melhor do que os outros e não podemos reger a nossa vida por esse doente sentimento ou “direito natural” à verdade das coisas.

*músico e vocalista dos Moonspell

Tópicos: Fernando RibeiroMoonspellopinião
PartilharTweet

Mais informação

Opinião

A (ir)relevância de lamber um ecrã

27 de Outubro de 2026
Paulo José Costa, psicólogo clínico
Opinião

Stress a stress, enche o copo

27 de Outubro de 2026
Cláudia Camponez, psicóloga educacional
Opinião

Data centers e a fome por recursos

26 de Outubro de 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
Próxima publicação
Promover o trabalho dos leirienses

Promover o trabalho dos leirienses

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Assalto ao castelo

MAIS VISTOS

Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

28 de Outubro de 2026
Marta Bento, estudante de Relações Internacionais
Assalto ao castelo

Assalto ao castelo

27 de Outubro de 2026
Fernando Ribeiro, músico
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?