Têm, há dois anos, na PRF, um departamento especializado em hidrogénio. Por que decidiram criá-lo?
Achamos há muito tempo que o hidrogénio é uma energia que vai ser muito importante na matriz energética do País e do mundo. Os gases renováveis têm um papel importantíssimo já hoje, mas no seguimento do Acordo de Paris [assinado em 2016] é inevitável que uma grande parte da energia que vamos consumir seja proveniente de fontes renováveis. O hidrogénio é um gás 100% verde.
Nos vossos projectos, actualmente, que percentagem tem que ver com o hidrogénio e outro tipo de gases renováveis?
Em dinheiro, é muito próximo de zero. A facturação da PRF na área dos gases renováveis ainda é incipiente. Estamos num período de investimento. Há soluções técnicas para o cliente, soluções económicas, projectos que já estão mais maduros, mas ainda estamos numa fase muito de investigação, desenvolvimento, até que estas unidades de negócio em que incluímos o biogás e o hidrogénio tenham um peso importante na PRF e noutras empresas. Daqui por 10 anos, 80 % da actividade da PRF será [relacionada com] gases renováveis.
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