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Home Opinião

Violência no passado e no presente

Tendemos a considerar que a época que vivemos é sem dúvida a de maior violência alguma vez vivida pela humanidade.

António Frazão António Frazão
31 de Março de 2017
em Opinião
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António Frazão
António Frazão31 de Março de 2017

 A cada momento temos presente o último atentado terrorista, a mulher violentamente assassinada pelo marido, o filho que uma mãe desesperada levou para a morte, o ajuste de contas à entrada de uma casa noturna, ou as vítimas de bullying numa qualquer escola.

Olhamos muitas vezes para o passado próximo ou longínquo e somos levados a considerar a pacatez, a calma, o equilíbrio e a paz da vida dos nossos antepassados, sobretudo os mais longínquos.

Para o investigador Steven Pinker, professor da Universidade de Harvard, os nossos antepassados eram bem mais violentos do que nós e as vítimas de “morte matada” (como dizem os brasileiros) eram incomparavelmente mais numerosas do que atualmente.

Os seres humanos de há dez mil anos, embora caçadores recoletores num ambiente natural, não viviam em estado de harmonia primordial com a natureza, nem protegidos de agressões mortais.

Mantendo-se a taxa de mortes não naturais calculada para essa época, a Europa e os USA teriam atingido, ao longo do século XX, 2000 milhões de mortes e não 100 milhões.

Se fizermos a comparação de épocas em que já existem registos, a taxa anual de homicídios terá passado de 100 (na Idade Média) para um homicídio por 100 mil pessoas, em sete ou oito países europeus, com curva descendente assinalável a partir do século XVI.

Desde 1950 a taxa de mortalidade caiu de 65 mil mortos por conflito/ano para menos de dois mil mortos/ano. Depois da Guerra Fria houve menos guerras civis, menos genocídios e mesmo os homicídios e crimes violentos, que tinham tido um ligeiro aumento nos anos 60, voltaram a descer. 

Leia mais na edição impressa ou torne-se assinante para aceder à versão digital integral deste artigo.

*Psicólogo Clínico
*Texto escrito de acordo com a nova ortografia

Tópicos: antonio frazaoopiniãoviolência
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