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RBG

Na passada semana tive oportunidade de visitar uma fábrica que poderia operar com três trabalhadores.

Vítor Hugo Ferreira, director-geral da Startup Leiria Vítor Hugo Ferreira, director-geral da Startup Leiria
21 de Fevereiro de 2017
em Opinião
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Vítor Hugo Ferreira, director-geral da Startup Leiria
Vítor Hugo Ferreira, director-geral da Startup Leiria21 de Fevereiro de 2017

Desde a receção da matéria-prima até ao transporte do produto final para fora da fábrica não há (quase) intervenção humana. Resta o transporte em si que, como já arguimos, será a curto-prazo automatizado.

Podemos argumentar que algumas funções “administrativas” serão também vítimas fáceis da automação (parte das funções contabilísticas e mesmo algumas funções de gestão geral estão neste momento a ser automatizadas em grandes empresas).

Resta a I&D, a Estratégia e a Venda, sendo que uma parte do Marketing (da análise de dados ao lançamento de campanhas, passando pelas decisões de distribuição) pode também ser automatizada, sobretudo com a integração de software de logística entre fornecedores, distribuidores e pontos de venda.

Obviamente, outras indústrias existem que, apesar da crescente automação, precisam cada vez mais de recursos humanos especializados (como é o caso da indústria de moldes e plásticos onde há uma escassez efetiva de pessoas).

Contudo, este é um pequeno exemplo de como a crescente automação pode gerar “excesso de trabalho”.

O pensamento económico convencional supõe que trabalho e o capital são recursos escassos usados para gerar oferta para responder à procura.

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Texto escrito de acordo com a nova ortografia.

Tópicos: opiniãoVítor Hugo Ferreira
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