Há mais de um ano que Teresa Parreiral dorme num sofá junto à porta de casa, “sempre” com o receio de que um dia o edifício “venha abaixo”. Localizada na urbanização Moinho da Canastra, em Óbidos, a moradia apresenta “inúmeras” patologias, como fendas e deslocamentos das cantarias, que se estendem ao espaço público exterior, anomalias atestadas pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNCE), que recomenda a instalação de um sistema que permita monitorizar as deformações.
Teresa Parreiral conta que começou a notar os danos em 2017, quer na casa quer no espaço público, e que a situação se foi agravando nos anos seguinte. A dimensão e a quantidade de fendas que iam aparecendo, primeiro no rés-do-chão e depois também nas escadas e no piso superior, puseram-na em alerta e levaram-na a solicitar uma vistoria à Protecção Civil Municipal.
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