PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Opinião

Miopia

Os líderes do mundo tratam as questões do aquecimento global como se fosse um problema entre pessoas: mas com a Natureza não se negoceia, suborna ou interpreta.

Nuno Reis, professor e investigador Nuno Reis, professor e investigador
3 de Dezembro de 2015
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Nuno Reis, professor e investigador
Nuno Reis, professor e investigador3 de Dezembro de 2015

Está a decorrer em Paris a conferência da ONU sobre o Clima. O objetivo é promover um compromisso para atenuar as alterações do ambiente e limitar a 2ºC o aumento da temperatura média da Terra até 2100. Segundo diversos especialistas, um aumento superior levaria a mudanças dramáticas, como o aumento de fenómenos meteorológicos extremos, desertificação de grandes áreas, inundações das principais cidades costeiras no mundo e a migração forçada da maior parte da população mundial.

A ONU organiza cimeiras e conferências sobre as condições ambientais há mais de trinta anos, embora as mais marcantes tenham sido na década de 1990. A Cimeira do Rio, em 1992, onde se instituiu a Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) que admite a existência do aquecimento global e a responsabilidade humana do fenómeno. Em 1997 surgiu o famoso Protocolo de Quioto, que vigorou até 2012, para limitar a emissão de gases com efeito de estufa que causam o aquecimento global.

O resultado destas cimeiras tem sido, para ser simpático, diminuto. As emissões não baixam, a temperatura da Terra não para de bater recordes. E se a UE parece entusiasta na diminuição das emissões de gases, os dois maiores poluidores do Mundo – China e EUA – não querem nem ouvir falar disso, bem como a esmagadora maioria dos países. Basta pensar na extensão do protocolo de Quioto (Doha, 2012) que foi reconhecida por 36 países: os 28 da UE (representa cerca de 15% das emissões mundiais), a que se juntam Austrália,Bielorrússia, Cazaquistão, Islândia, Liechtenstein, Noruega, Suíça e Ucrânia – mas Bielorrússia, Cazaquistão e Ucrânia admitem sair do acordo. Portanto, os acordos que vão sendo assinados apenas contribuem para causar danos no clima, entre as árvores abatidas para fazer papel e as toneladas de CO2 emitidas nas viagens de avião.

Mas, se é um problema reconhecido por todos, porque é que ninguém faz nada? Numa palavra: miopia. Os líderes do mundo tratam as questões do aquecimento global como se fosse um problema entre pessoas: mas com a Natureza não se negoceia, suborna ou interpreta. É preciso adaptação para sobreviver, o Ambiente não se comove com boas intenções e promessas vãs.

Depois, há outra faceta da miopia: embora os efeitos do aquecimento global comecem a ser óbvios, não são suficientes para roubar votos e outros problemas parecem mais prementes, como os refugiados, o terrorismo e as artimanhas contabilísticas dos défices. Afinal, quem estará cá em 2100 para ver o que aconteceu? Os políticos que nos lideram parecem dar demasiado valor à frase de Keynes “no longo prazo estamos todos mortos”. Esta frase, que muita gente dos negócios relembra com propriedade, chama a atenção para a necessidade de sobreviver como condição imprescindível para o sucesso futuro. E se este é um quadro mental aceitável nas empesas, não é na condução dos destinos de um país. Porque liderar um país não é gerir uma empresa ou administrar um orçamento familiar.

Os políticos preocupam-se com a espuma dos dias, com a manutenção do poder, sem pensar no legado que os seus filhos e netos herdarão. E isso significará que a prazo (não tão longo assim) vamos estar todos mortos: a Humanidade, toda.

Tópicos: nunoreis
PartilharTweet

Mais informação

Dividir para reinar
Opinião

Dividir para reinar

9 de Fevereiro de 2017
Nuno Reis, professor e investigador
Visão
Opinião

Visão

22 de Setembro de 2016
Nuno Reis, professor e investigador
E eu com isso?
Opinião

E eu com isso?

9 de Junho de 2016
Nuno Reis, professor e investigador
Próxima publicação
Fernando Lopes quebra o silêncio e acusa Poço de “afronta gratuita”

Fernando Lopes quebra o silêncio e acusa Poço de “afronta gratuita”

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Assalto ao castelo

MAIS VISTOS

Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
Segundo a autarquia, as comportas provocam eutrofização no Arunca

Rio Arunca junto a Pombal não terá açude

28 de Outubro de 2026
Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

Reincidente em violência doméstica detido após agredir polícia e ameaçar a mulher em Pombal

28 de Outubro de 2026
Trocado por miúdos | A razão mora onde?

Trocado por miúdos | A razão mora onde?

28 de Outubro de 2026
Marta Bento, estudante de Relações Internacionais
Assalto ao castelo

Assalto ao castelo

27 de Outubro de 2026
Fernando Ribeiro, músico
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?