PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Viver

O espaço público “tem de ser estimulado para realmente acontecer”

Cláudio Garcia Cláudio Garcia
20/07/20 09:07
em Viver
O espaço público “tem de ser estimulado para realmente acontecer”
Share on FacebookShare on Twitter

Em comparação com a vossa abordagem nos projectos anteriores, o que mudou na performance do colectivo Til inserida no Mapas?
Em primeiro lugar e logo à partida foi o lado performático do nosso trabalho. Até então os vários projectos que desenvolvemos não envolviam criar uma performance ou transformar o próprio processo numa performance, este foi um desafio que assumimos desde o início. Para além deste, houve mais dois factores que o desafio específico do Mapas alimentou e que são de certa forma distintos de processos criativos anteriores. Um prendeu-se com a ideia de movimento. Aproveitando a itinerância inerente à carrinha queríamos fazer algo em movimento, mas pela paisagem urbana e, como tal, que partilhava algo da sua fluidez e falta de limites. Isto conduziu fortemente o processo num momento inicial de re-conhecimento de Leiria e seus espaços urbanos. Isto, por sua vez, liga-se com o segundo factor que tem a ver com escala. Este projecto abarca uma escala muito maior, mais ampla, relativamente a projectos anteriores que, muitas vezes, partiram de uma dedicação muito atenta a um sítio em particular. Na Campanha Inaugural, a nossa escala passou a ser totalmente diferente, não a do centro histórico, não a de um bairro, nem mesmo a da cidade, mas a de uma entidade muito mais porosa e viva que podemos designar de urbanização. Por isso, mesmo que cada peça da Campanha Inaugural seja um diálogo muito particular com cada local, no seu conjunto elas formam uma narrativa relativa ao território e processo urbano. Esta foi uma oportunidade para explorar uma perspectiva crítica face à cidade nos seus efeitos colaterais que, pela sua periferização, não são tão presentes, mas que nos afectam profundamente e transformam o dia a dia.

Quiseram mostrar o que a vida urbana tem de pior?
Quisemos questionar um pouco a noção corrente do que é a vida urbana, que talvez esteja muito ligada ao centro da cidade e aos pontos reconhecíveis, mas que contém todo este espaço intermédio. Nesse espaço encontramos formas e acções mais negativas que talvez sejam o produto dessa falta de destaque ou valor que lhes é dado. Mas é complexo porque a cidade absorve tudo e estas “malformações” acabam por criar ecossistemas não-intencionais que à sua maneira também se tornam fascinantes, quase como que uma segunda natureza. Por isso a nossa proposta quer ser provocativa e há em alguns casos problemas claros e urgentes que nos parece que devem ser abordados; mas não explicitamente qualificativa, propondo que cada um olhe por si. Com as peças e os nomes que lhes atribuímos quisemos “inaugurar” essa massa cinzenta, para que também estas áreas pudessem ser reconhecidas, vividas e fazer parte da discussão da cidade.

Na vossa opinião, a transformação do espaço público é uma responsabilidade de quem gere a cidade, mas, também, de quem a habita?
Sim, na forma como encaramos o que é o espaço público, temos sempre que considerar todos os agentes que nele participam e não o ver apenas como uma mera questão de gestão pública a cargo dos representantes políticos. Não achamos que se deva entendê-lo como um dado adquirido, mas um espaço negociado que tem de ser estimulado para realmente acontecer. Para além disso também temos em conta que este não se liga apenas ao espaço físico mas a todas as actividades que dizem respeito à cidade enquanto colectivo.

Cadeiras, roldanas e o jogo da macaca
 
o Mapas, o colectivo Til protagonizou a performance Campanha Inaugural, um circuito que começa no estacionamento do estádio municipal, com uma árvore plantada num buraco preexistente no deserto de alcatrão, continua com o jogo da macaca marcado no chão da rua ao lado do antigo Banco de Portugal, reúne duas cadeiras e uma mesa no interior da rotunda desnivelada junto ao Leroy Merlin, inclui um baloiço num parque infantil desactivado no largo da feira de Marrazes, prossegue com uma cesta a circular num sistema de roldanas debaixo do viaduto do IC2 perto do Porto Moniz, coloca uma escada para subir a uma manilha de betão no campus 2 do Politécnico de Leiria e termina num campo de futebol improvisado, num loteamento por concluir, na Cruz da Areia

E o espaço público em Leiria é participado e estimulado, nomeadamente, pelos leirienses, por quem vive no concelho e vive a cidade?
Não nos cabe a nós tirar essa medida ou fazer esse juízo acerca de algo tão colectivo e que diz respeito a universo tão diverso de pessoas. Dito isto, se alguns dos nossos trabalhos têm insistido nessa participação é porque acreditamos que é importante esse estímulo. Uma das coisas que procuramos quando lidamos com o espaço público é que a peça não seja em si uma opinião mas sim uma plataforma para que várias opiniões possam surgir. Não esquecendo que os nossos meios são predominantemente o espaço, os objectos e os materiais, fascina-nos a ideia de peça em aberto que tenha uma qualidade de inacabado para que possa ser apropriada ou julgada de forma plural. Se partíssemos de um juízo ou expectativa definidos sobre as pessoas que vão interagir com ele estaríamos a contrariar esse propósito.

Como avaliam o desempenho da Câmara Municipal de Leiria na interpretação e gestão do espaço público ao longo dos últimos anos?
Mais uma vez, isto é uma questão para todos e todas as leirienses e não particularmente para nós. Na nossa relação com a CML nem sempre as prioridades que vimos, nomeadamente no centro cívico, foram aquelas que procuramos e defendemos e que se prendiam exactamente com o criar espaços de participação e auscultação para os moradores. Muitas vezes esta falta de conteúdo partilhado é encoberta com emblemas institucionais, sem que correspondam à verdadeira vivência da cidade. É algo que também a Campanha Inaugural aborda quando utiliza essas ferramentas do poder em espaços muito pouco institucionais. Interessou-nos falar dessas dinâmicas mais do que de um caso ou local em particular. Em qualquer caso, isto é uma discussão mais abrangente, que diz respeito não só a Leiria e que precisa de ser a mais vozes.

Com que missão o colectivo Til existe?
O colectivo não tem uma “missão”. Sendo um colectivo, somos fruto de várias vontades, motivações, interesses e opiniões que aqui se unem para se estimularem mutuamente e co-criar, o que é um processo muito rico. Há também um conjunto de afinidades que podemos dizer que nos movem a todos. Acima de tudo o aprender fazendo, a prática como forma de aprender, questionar e reinventar. Depois acreditamos em trabalhar segundo um conjunto de linhas orientadoras que incluem temas como a ecologia dos materiais, os processos inclusivos e participados ou a economia circular.

Tópicos: MapasO Til

RELACIONADOS

Um roteiro com arte entre lavadouros encerra a edição Leiria do Mapas
Viver

Um roteiro com arte entre lavadouros encerra a edição Leiria do Mapas

Setembro 22, 2024
Mapas chega a Parceiros e Azoia para (re)conhecer pessoas e lugares
Sociedade

Mapas chega a Parceiros e Azoia para (re)conhecer pessoas e lugares

Abril 5, 2024
Mapas instala-se nos Pinheiros com música, piquenique, oficina de brinquedos e muito mais
Viver

Mapas instala-se nos Pinheiros com música, piquenique, oficina de brinquedos e muito mais

Dezembro 12, 2023
Próxima publicação
Conheça o youtuber que vai à mesa

Conheça o youtuber que vai à mesa

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?