Comprou 10 mil palhinhas de plástico para esta exposição [no Museu de Leiria]?
Sim, comprei. Para esta exposição, a primeira premissa foi o facto de se incluir na exposição que ainda está patente, a Plasticidade, que é no fundo esta abordagem de conhecimento sobre o triunfo económico da baquelite, que foi o primeiro plástico produzido pelo Homem. Nós hoje encontramo-nos nesta dicotomia de ainda haver uma produção massiva de plástico e de termos só um planeta.
É um desafio, usar um material, num certo sentido maldito, nos dias de hoje, o plástico, para expressar artisticamente uma ideia?
É controverso. Para falar das palhinhas: há uma directiva da União Europeia que diz que o descartável tem de sair do mercado, portanto, há uma ideia de desplastificação do quotidiano, é urgente. E eu encontrei várias à venda em quantidades massivas.
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