PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

3502 caracteres (incluindo os espaços)

Isabel Miranda, autora do blog Por Acaso Não Acho Nada Isabel Miranda, autora do blog Por Acaso Não Acho Nada
28/07/26 10:07
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Isabel Miranda, autora do blog Por Acaso Não Acho Nada

Bate-se o pé a bater a bota por dá cá aquela palha, a mesma que chega a parecer-nos a agulha no palheiro quando infelizmente não temos os óculos postos. Tudo a postos para mais uma enganação na curva, não era aqui era ali. Apanhados na curva uma e outra vez. Faz as vezes de viver, viver assim ao engano. Engana-se quem achar que perder é só perder, vai-se sempre ao encontro de um encontro essencial com os demónios fofinhos que nos põem no sítio. Picapaus amarelos na vez de borboletas estafadas, na barriga que cresce ao sabor de amêijoas à bulhão pato. Há que agradecer.

A palavra ‘gratidão’, dita assim ao outro: gratidão!, sabe-me sempre ao enfianço em contínuo de colheradas de creme de ovos com dez vezes o açúcar da receita pela goela abaixo. Não tem nada que agradecer mas, se o fizer, profira aquele singelo ‘obrigado’ que serviu sempre tão bem, desde os tempos imemoriais do convento onde se inventou o doce de ovos.

Já que estás no convento, reza como a lenda que é ateia mas que se viu encantada com o santo que lhe calhou. Mal não fará. Arre gaita, não te enfoles, não finjas com tanto afã, o negrume da magia pede meças à santidade embalada em vácuo que se conserva sempre fresquinha. As velas que se afogam na própria cera ficam a dever-te o milagre. Fizeste bem em deixá-las arder no templo marmoreado, sempre poupaste uma floresta.

Canta o Abrunhosa que eu e tu / perdidos e sós / amantes distantes / que nunca caiam as pontes entre nós, e eu acho que um engenheiro civilizado no suster das pontes importa mais do que todos os santos em todos os dias que não suscitam feriado nacional. Uma falha de milésimo de milímetro no cálculo, de cagagésimo de grau na esquadria, e ponte para que te quero. Quero-te para acreditar que há possibilidade na margem de lá, que posso caminhar sobre as águas sem a condição obsoleta de profeta predestinado. Ir só porque me está na natureza confiar ceguinha no que não vejo e, armada em visionária, querer, mas querer mesmo – ir. Trocar as voltas à hora de voltar. E encontrar sempre a ponte de pé.

Ai ai ai ai, tu gostas dessa mulher. Mas ela pede carapaus à espanhola no tasco de estrada onde te levou a almoçar, era o prato do dia feliz em que foram comer-se juntos. E beija-te com língua depois do cigarro e antes de entrar no carro. Voltas ao escritório com cebola alheia no hálito, tu que a respeitaste com a escolha sensaborona de um peito de frango grelhado sem esmero nem tempero. Nem com sal nem com sol, o peito já não vai lá. Os mamilos murcham e o coração acompanha melhor do que a salada mal temperada que encostaste no prato. Ai ai ai ai, a cantina da empresa é que é, um gajo come descansado e poupa-se a digerir encantamentos gorados.

Toca Paredes e eu não confesso. Olho para trás e não vislumbro vivalma no encalço. Calço os teus sapatos e lá está o mesmo aperto que sentes, que também a mim me massacra o chispe cinco números abaixo. Haja para sempre cancioneiro popular, entre vivos e mortos, que nos solte as goelas na viagem onde queremos ser penduras pendurados ao pescoço do amor que conduz. Porque o amor há-de sempre conduzir-nos, ainda que queiramos travar a fundo. É aumentar o volume, com o cuidado de não parar nos números ímpares que me causam ansiedade. É isso e não chamar a atenção para as minhas notas ao lado, os desafinados também têm coração e eu quero mesmo é ser o crítico de arte que há-de para sempre declarar-te obra-prima à escala mundial.

Tópicos: 3502 caracteres (incluindo os espaços)Isabel Miranda

RELACIONADOS

Opinião

Fáçamos um supônhamos

Setembro 2, 2026
Isabel Miranda, autora do blog Por Acaso Não Acho Nada
Próxima publicação
Edifício do antigo Governo Civil de Leiria sem solução à vista

Edifício do antigo Governo Civil de Leiria sem solução à vista

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?