PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assine desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Opinião
  • Newsletters
  • Podcasts
Home Viver

‘Despacito’, ‘kizomba’ e ‘kuduro’ a toque de concertina? No Vale da Rosa, claro!

Caranguejeira: Carlos Barbosa ensina método único para tocar instrumento.

Jacinto Silva Duro Jacinto Silva Duro
24 de Agosto de 2017
em Viver
‘Despacito’, ‘kizomba’ e ‘kuduro’ a toque de concertina? No Vale da Rosa, claro!
Share on FacebookShare on Twitter

Carlos Barbosa ensina concertina há 27 anos, na Caranguejeira (Leiria). Em Abril, concretizou um sonho antigo e abriu uma escola de concertinas e acordeão. Passados apenas quatro meses, diz que a sua é a “maior escola de concertinas da região” com mais de 100 alunos.

O mais velho tem a provecta idade de 83 anos e a mais jovem apenas cinco. A razão para o sucesso, além do alegre som do instrumento que cativa todos quanto o escutam, é o método de ensino, único, criado pelo próprio Carlos Barbosa.

E não fique a pensar que as concertinas apenas tocam modas e viras tradicionais portugueses. Os alunos que frequentam a escola que funciona nas instalações do Rancho Folclórico do Vale da Rosa são ases a fazer interpretações de temas como o Despacito ou o velhinho Enola Gay, não desdenhando uma incursão ao território da kizomba e do kuduro.

Tocam até temas que fizeram os anos 80, como Em Playback, de Carlos Paião. O ensino da concertina, por norma, é feito por ouvido, mas como os “povos do sul” são mais duros de tímpano, ao contrário dos portugueses nortenhos, onde o instrumento é popular, Carlos numerou os botões da concertina e a abertura e fecho do registo.

 [LER_MAIS] Com o passar do tempo, a coisa fica mecanizada e os dedos procuram, instintivamente, os botões "Se metesse uma partitura à frente dos alunos, eles desistiam logo", garante, adiantando que quando vai ao Norte de Portugal e fala do seu a esquema para tocar, “os tocadores até se riem".

O acordeão tem 60 botões, a concertina apenas 12 e faz um som a abrir o fole e outro a fechar, a mão direita toca a melodia, a esquerda o acompanhamento e o ritmo (baixo e acorde), isto implica um cérebro capaz de estar concentrado em várias tarefas ao mesmo tempo. Multitasking, como agora se diz por aí.

Casais e famílias aprendem a tocar

Entre os alunos tem curiosos, casais e até famílias inteiras. É rara a festa onde o grupo de concertinas da escola vá tocar sem alistar mais um novo aluno. Agostinho Costa é o mais antigo dos discípulos do mestre. Aluno há quase oito anos é, hoje, uma espécie de adjunto de Carlos Barbosa.

Pelo menos, oficiosamente. “Sempre gostei do som e do aspecto do acordeão e assim que consegui inscrevi-me nas aulas, mas desisti devido ao grande peso do acordeão, que me magoava a coluna. Dois anos depois, apercebi-me das aulas de concertina e fui tentar saber o que era aquilo. Comprei a concertina antes sequer de falar com o Carlos", recorda.

As primeiras aulas foram um exercício desgastante e Agostinho saía a transpirar dos ensaios. Com o tempo, apanhou o jeito e, actualmente, actua, quase todos os fins-de-semana, com o grupo de concertinas da escola.

“Os alunos começaram a reunir- se em pequenas bandas e vão actuar graciosamente a festas religiosas, das freguesias e em lares.” Só pelo gosto da música. “Na escola, temos muitos alunos adolescentes e jovens adultos que se deixaram conquistar pelo som deste instrumento tradicional.

Na festa de encerramento do ano lectivo, a 29 de Julho, tivemos muitos jovens tocadores de concertina”, explica Agostinho, garantindo que o interesse é cada vez maior e que já poucos consideram a concertina “um instrumento de velhos e barrigudos". As raparigas também tomaram o gosto pela música da concertina e há até um grupo infantil com crianças, entre os seis e dez anos.

“Vêm pessoas de Pombal, Marinha Grande e Leiria e até há um grupo de 20 emigrantes que se deslocam à escola apenas para receber lições durante as férias de Verão no nosso País”, afirma Carlos Barbosa que tem uma panaceia única para todos os aspirantes a tocadores de concertina: aulas individuais de 40 minutos, domingos incluídos.

A partir de 11 de Setembro a escola voltará a abrir para mais um ano lectivo a ensinar acordeão e concertina. “A concertina está na moda!”, garantem.

“Um acordeão é como um piano”

Carlos Barbosa recorda que as primeiras lições deu-as em casa dos avós, muito antes de dar aulas no Instituto de Jovens Músicos da Caranguejeira, fundado pelo irmão, Jorge. A aventura musical começou por “culpa” do avô e do pai.

O primeiro tocava acordeão e o segundo comprou um para o irmão, Jorge, mas o instrumento não o cativou. Foi por isso que Carlos herdou o acordeão e, com a ajuda do avô, que foi o seu "pilar" de aprendizagem, tornou-se mestre a tocar partituras inteiras nas teclas alvi-negras do instrumento de fole.

Para melhorar a arte, inscreveu-se numa escola em Ourém e foi aí que descobriu a concertina, um instrumento que, até então, era praticamente desconhecido na região Centro. Teve mesmo de ir comprar uma ao norte do País, região onde, assegura, há grandes mestres e tocadores.

“Acabei por comprar uma concertina velha e custou-me 300 euros. Aprendi a tocá-la sozinho. Quando alguns alunos de acordeão me ouviram a tocar, pediram que os ensinasse. Recusei e andei uns seis meses a dizer-lhes que não. Até que me deram a volta. Comecei por ensinar por ouvido, mas, não resultava. Foi quando criei o meu método.”

Embora sejam parecidos e facilmente confundidos por quem não está dentro do mundo da música, o acordeão e a concertina têm características díspares. "Um acordeão é como um piano. Há uma partitura e podem-se tocar as mesmas peças em ambos os instrumentos”, explica Carlos Barbosa.

A relação entre ambos é tão íntima que até os nomes são semelhantes. A designação completa do acordeão é “acordeão cromático” e a da concertina é “acordeão diatónico”.

Tópicos: caranguejeiracarlos barbosaConcertinascultura
PartilharTweet

Mais informação

Esculturas estão localizadas junto ao Parque Verde do Açude, em Pombal
Viver

Pombal dá segunda vida pela arte às árvores tombadas pela Kristin

23 de Outubro de 2026
Escultor Zé Justino autor de parte das obras de arte no Parque Verde do Açude
Viver

Pombal dá segunda vida pela arte às árvores tombadas pela Kristin

23 de Outubro de 2026
Sean Kim
Comunidades

Cineasta luso-canadiano inspira-se em Leiria e na Caranguejeira para criar filme de animação

17 de Outubro de 2026
Próxima publicação
Charlottesville

Charlottesville

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

MAIS VISTOS

Livro relata a experiência do autarca com a crise Kristin

Gonçalo Lopes escreve livro sobre a experiência com a tempestade Kristin

28 de Outubro de 2026
Factos foram julgados no Tribunal de Leiria

Pena suspensa para quatro jovens por roubo a idoso no concelho de Leiria

28 de Outubro de 2026
A categoria de longas teve espaço em Pombal pela primeira vez e premiou Óculos de Sol Pretos

Filme português ganha prémio principal do Ha Ha Art Film Festival

28 de Outubro de 2026
Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

Projecto em marcha para recuperar Monte de São Bartolomeu e Mata do Valado, na Nazaré

28 de Outubro de 2026
Um espectáculo interactivo e temático sobe ao castrelo de Leiria no sábado

Halloween: fantasmas nos castelos da região e cinema de horror

28 de Outubro de 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assine desde 0,39€ por semana
  • Subscreva as newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Estatuto editorial
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • 50 anos do Poder Local
  • Saúde
  • Comunidades
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • Palavra de honra
  • Crítica
  • Opinião
  • Fotogalerias
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?