É a terceira vez este ano que a equipa liderada por Diogo Alarcão se aproxima de Leiria para captar o invisível. Depois dos mosteiros de Alcobaça e da Batalha, também a acústica das basílicas do Santuário de Fátima está registada. Segundo o investigador, as gravações proporcionam “uma assinatura única”, porque “não há um espaço igual a outro”, quando se fala de som.
Desde a última segunda-feira, a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima e a Basílica da Santíssima Trindade integram a base de dados online com património acústico de espaços significativos portugueses, a partir de respostas ao impulso, o que, de acordo com Diogo Alarcão, é “inédito em Portugal” e praticamente não existe fora do país. “Não há nenhum repositório deste género, a nível mundial, tirando um em Inglaterra, mas não é tão completo como o nosso”, diz o investigador do Centro de Estudos em Música (Cesem) da Universidade Nova de Lisboa e docente na Escola Superior de Música de Lisboa.
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