Passados quase quatro meses da tempestade Kristin, como está o processo de recuperação no concelho?
A limpeza e desobstrução de caminhos florestais é, neste momento, a principal preocupação. Em certas localidades temos um barril de pólvora no terreno. A prioridade é criar condições de mobilidade aos bombeiros, às forças de segurança e às próprias populações na época que se avizinha e que se prevê complicada ao nível dos incêndios. Estamos a trabalhar com a ajuda do Exército, dos nossos sapadores florestais e do ICNF [Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas]. Ficámos com 264 quilómetros de estradas completamente obstruídas e intransitáveis e, até ao início desta semana, estavam limpos 188 km.
E a recuperação de casas, como está?
Preocupa-nos o atraso dos apoios. Tivemos cerca de 1.400 habitações atingidas. Dessas, foi possível resolver uma parte dos casos, também com a ajuda do Exército e dos seguros. No âmbito dos apoios até 10.000 euros, foram submetidas 304 candidaturas. Até segunda-feira, tinham sido pagas 52, havia quatro para pagamento e 279 ainda por apurar. Já em equipamentos e infra-estruturas públicas os prejuízos rondam os 12 milhões de euros (ME).
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