Junto aos armazéns do Porto da Nazaré é grande a azáfama. Depois de dois dias no mar, chegam a terra firme os homens do Velhinho, que, com toda a genica, descarregam o produto da última viagem. Desta vez, o forte são os carapaus. Nesta embarcação, além de portugueses, trabalham marroquinos e vários indonésios.
Este porto de abrigo é espelho da tendência que se vive um pouco por toda a costa portuguesa. Sem capacidade para atrair mão-de-obra nacional, a faina é cada vez mais assegurada por imigrantes, sendo que é da Indonésia que chega a maior fatia de trabalhadores estrangeiros. Da tripulação deste arrastão faz parte Karioto, de 26 anos, que veio trabalhar para a pesca em Portugal há cerca de 3 anos. É com dificuldade e com muita ajuda por parte dos colegas, que se faz compreender. Explica que na Indonésia [LER_MAIS]se dedicava à agricultura e que mudou de país para conseguir ganhar mais algum dinheiro. Vive num apartamento na Nazaré, mas é do outro lado do globo que tem a sua família, que gostaria de reencontrar.
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