Em Castanheira de Pera, o arranque do novo lectivo ficou marcado pela inauguração das obras de requalificação da Escola Básica Dr. Bissaya Barreto, uma cerimónia realizada, esta segunda-feira, presidida pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação.
Com um investimento de cerca de 3,6 milhões de euros, financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a obra contemplou a melhoria do isolamento dos edifícios, das coberturas e das caixilharias, bem como a renovação das condições de iluminação e climatização.
A intervenção incluiu também a requalificação do pavilhão gimnodesportivo, a instalação de um elevador na escola, a criação de um auditório e de uma esplanada de apoio à biblioteca.
Em comunicado, a câmara sublinha que se trata de “um investimento na melhoria das condições de ensino e aprendizagem no concelho, proporcionando à comunidade educativa uma escola mais moderna, confortável, acessível, eficiente e preparada para responder às necessidades dos seus alunos e profissionais”.
Na sua intervenção, o presidente da câmara, António Henriques, defendeu que as políticas públicas têm de mudar para territórios com pouca população, com o Castanheira de Pera, e alertou que tratar de forma igual o que é diferente perpetua desigualdades.
Citado pela agência Lusa, o autarca sublinhou que, “ser um território de baixa densidade não pode significar ter uma baixa densidade de oportunidades” e, dirigindo-se ao ministro da Educação, destacou que é aqui que “as políticas públicas têm de mudar e fazer a diferença efetiva”, pois “tratar de forma igual aquilo que é diferente não significa criar igualdade”, mas “perpetuar as desigualdades”.
“Os territórios de baixa densidade não precisam de privilégios, precisam de políticas inteligentes e diferenciadoras”, que “o Estado compreenda as suas especificidades”, de “serviços públicos de qualidade”, de investimento, de “condições para atrair pessoas, empresas e talento, e, sobretudo, precisam, de oportunidades”, afirmou o autarca.









