“Agora, até dá gosto vir para a escola”. A frase, sai, entre risos, da boca de um aluno do renovado edifício do Agrupamento de Escolas de de Porto de Mós, enquanto assiste à passagem do ministro da Educação e Ensino Superiror, e restante comitiva, que esta, terça-feira, inaugurou as obras de requalificação do estabelecimento de ensino.
A empreitada, executada ao longo de 20 meses, rondou os 12,5 milhões de euros e representou “o maior investimento de sempre do município, naquela que é a mais valiosa das matérias-prima, o conhecimento”, como destacou o presidente da câmara, Jorge Vala.
Sublinhado indêntico fez o director do agrupamento, Pedro Gil Vala: “Hoje, mais do que um edifício, inauguramos a concretização de um sonho que nasceu há alguns anos” e “um símbolo de que Porto de Mós acredita que a educação é a a forma mais transformadora que uma comunidade pode ter”.
Nas suas intervenções, tanto o director da escola como o presidente da câmara, recordaram que a requalificação da escola foi um processo complexo, incluindo a fase de obra, executada com aulas a decorrer em simultâneo. “O caminho foi difícil e sinuoso, com muitos obstáculos, e demasiado longo, mas cumprimos a ambição de entregar à comunidade educativa condições para ensinar, aprender e crescer”, afirmou Jorge Vala.
De regresso a Porto de Mós, um ano depois de ter visitado as obras da escola, o ministro da Educação saudou o município por ter cumprido a promessa de concluir a empreitada a tempo do início deste ano lectivo e sublinhou que, a intervenção, criará condições para a “melhoria significativa da qualidade da educação” no concelho,
A renovada escola, que inicou o ano lectivo com 1.130 alunos, do 5.º ao 12.º ano, dispõe de 46 salas de aula, onze das quais novas, laboratórios, auditórios biblioteca, salas para ensino articulado e novos campos de jogos. Foi ainda criado um espaço ajardinado e um percurso que dá acesso à zona arborizada.
“Esta escola é vossa. Foi pensada para vocês. Vivam a escola, façam amigos para a vida e descobram talentos”, exortou Pedro Gil Vala, dirigindo-se às centenas de alunos que assistiram à cerimónia de inauguração.
Ministro reconhece “grande desigualdade” na qualidade das instalações
Na sua intervenção, o ministro da Educação e Ensino Superior, Fernando Alexandre, reconheceu que, apesar do investimento que tem sido feito, há ainda “uma grande desigualdade na qualidde das instalações escolares espalhadas pelo território” nacional e que algumas têm “condições que não são aceitáveis”. Segundo o governante, das mais de 5.000 escolas existentes em Portugal, “mais de 500” encontram-se a necessitar de intervenção. Nesta fase, está a ser concluída a requalificação de 87, através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), onde se inclui a de Porto de Mós. Cerca de uma centena estão em obras, integradas num pacote financeiro proveniente dos Planos Operacionais Regionais. Segue-se “uma nova fase”, que englobará 200 estabelecimentos de ensino, a financiar com o empréstimo de mil milhões de euros do Banco Europeu de Investimento, avançou o ministro, assumindo que “garantir infra-estruturas de qualidade é condição essencial” e “faz muita diferença na experiência e na forma como os alunos vivem a escola









