
A escolha de uma Capital Portuguesa da Cultura vai além da consagração do património ou de grandes palcos. Trata-se de reconhecer a pulsação de uma comunidade que respira criatividade.
A candidatura de Leiria a Capital Portuguesa da Cultura em 2028 apresenta-se como a evolução natural de um ecossistema artístico vibrante, enraizado na sua identidade e nas suas gentes. O ponto de partida nesta jornada já conta com uma chancela internacional de peso, o título de Cidade Criativa da Música da UNESCO.
Da erudição dos festivais à energia das novas correntes, a música em Leiria funciona como um idioma universal que une gerações e projeta a região no mundo.
Contudo, a verdadeira riqueza reside na sua base sustentada por um associativismo cultural incomparável. Leiria é terra de onze filarmónicas, muitas centenárias, onde os jovens aprendem o valor da partilha e da disciplina através das pautas.
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É também o palco de vinte ranchos folclóricos que preservam a memória coletiva e a identidade etnográfica, de grupos de teatro que desafiam o pensamento crítico e de dezenas de associações que descentralizam o acesso à arte, levando-a a cada freguesia e lugar. Estas estruturas são os pulmões do concelho, garantindo que a cultura seja um bem público acessível a todos.
Mais do que o trabalho de profissionais, o grande trunfo de Leiria 2028 é o envolvimento do cidadão comum. Uma capital da cultura só faz sentido se transformar a vida de quem nela habita.
Em Leiria, o público não deve ser um mero espectador passivo, deve ser cocriador, voluntário e participante ativo. É o cidadão que enche os auditórios, apoia as festas populares e transporta o orgulho de pertencer a uma comunidade artística viva.
Ser Capital Portuguesa da Cultura em 2028 será a oportunidade perfeita para demonstrar como a descentralização, a inclusão e a tradição caminham de mãos dadas com a modernidade e a inovação. Mais do que celebrar o passado, esta candidatura é um compromisso com o amanhã, um processo contínuo de cultivar o futuro.







