Está no Parlamento Europeu quase há três décadas, em que muita coisa mudou no mundo. Na Europa, e em Bruxelas, que grandes mudanças nota?
Noto muitas mudanças. Quando cheguei lá era muito nova, cheia de sonhos. Tinha 23 anos. Eram os primeiros anos de Portugal na Comunidade Europeia e eu tinha um grande fascínio por tudo. Por curiosidade, cheguei lá no dia em que Paulo Pisco foi eleito, como deputado 115. Por isso a minha primeira imagem foi de festa, no gabinete do António José Seguro, e no Grupo Parlamentar do Partido Socialista.
E como é que aconteceu essa oportunidade de trabalhar em Bruxelas?
Eu andava a candidatar-me a estágios nas várias instituições e, em concreto, no grupo parlamentar do Partido Socialista, o deputado Luís Marinho – que era vice-presidente do Parlamento – tinha tido recentemente uma assistente, uma assessora, que estava em licença de maternidade, e então precisava de alguém na área do Direito. E precisava de um estagiário. Calhou-me a mim. Levei uma malinha para seis meses… que já vão em 27 anos.
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