“Esta requalificação faz justiça a uma comunidade educativa que merecia, há muito, melhores condições. Ao longo de quase 44 anos, a ESALV construiu um percurso de mérito, graças a gerações de alunos e profissionais, apesar das limitações das instalações.”
As palavras são do presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, após a visita às obras de requalificação da Escola Secundária Afonso Lopes Vieira, cuja intervenção custou cerca de 5,5 milhões de euros, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência, e que “melhorou a segurança, o conforto, as acessibilidades e as condições de aprendizagem”.
Para o autarca, o “futuro de uma comunidade constrói-se também nas condições que criamos para quem ensina e para quem aprende”, um desígnio que a tempestade Kristin, que assolou a região a 28 de Janeiro, “tornou ainda mais exigente”.
“Já efectuámos obras em 110 escolas e vamos continuar a investir. (…) Estamos a investir na sua recuperação com um objectivo claro: não nos limitarmos a repor o que existia. Queremos torná-los mais seguros e resilientes” e para isso “é essencial garantir aos municípios os recursos necessários”.
Gonçalo Lopes criticou “as limitações previstas no Fundo Municipal de Emergência”, pois “reconstruir as infraestruturas atingidas exige financiamento que permita corrigir fragilidades e proteger melhor as populações”.
Sublinhando que a “ESALV é a escola do concelho onde a diversidade cultural se manifesta de forma mais vincada”, onde estudam mais de mil alunos de 28 nacionalidades, o presidente da Câmara entende que “o que verdadeiramente faz a diferença são as pessoas”.
“Esta diversidade é uma riqueza e uma responsabilidade. Acolher quem chega, ensinar uma nova língua e garantir que cada aluno encontra o seu lugar exige competência e sensibilidade humana.”
O Presidente da República, António José Seguro, destacou o trabalho desenvolvido na ESALV, nomeadamente com os alunos com necessidades educativas específicas.
“Esta escola não se deixou uniformizar pelo básico, mas, mantendo o essencial, é capaz de encontrar soluções diferenciadoras para quem precisa dessa diferença, para ter, como dizia o presidente da câmara, condições para ter as mesmas oportunidades em função das suas competências”, afirmou o chefe de Estado, ao defender que “esse o papel de um Estado Social e é esse o papel da escola”.













