PUBLICIDADE
  • Edição Impressa
Jornal de Leiria
Assinar desde 0,39€ por semana
  • Iniciar sessão
  • Criar conta
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Jornal de Leiria
Assinar
  • Abertura
  • Entrevista
  • Sociedade
  • Opinião
  • Economia
  • Desporto
  • Viver
  • Saúde
  • Newsletters
  • Podcasts
  • Depressão Kristin
Home Opinião

“Já não quero cuidar dessas feridas. Quero proteger apenas os dedos cortados pelas aparas de alumínio e as mãos arranhadas pelo arame”

Helena Rafael, assessora de imprensa Helena Rafael, assessora de imprensa
12/01/23 04:01
em Opinião
Share on FacebookShare on Twitter
Helena Rafael, assessora de imprensa

Ruth Asawa (1926-2013) nasceu na Califórnia. Filha de agricultores japoneses radicados nos EUA conheceu desde cedo a pobreza e a discriminação. Quarta filha dos sete descendentes da família, Ruth ajudava na dura rotina da quinta. Discreta e resiliente, aproveitava as viagens do pai até ao mercado para observar as imagens do meio que a rodeava – a espiral da concha de um caracol, a luz através das asas de uma libélula, os padrões gerados pelas suas pegadas.

Começava assim a germinar o projecto artístico que marcaria o seu lugar na história da arte do século XX – materializar tridimensionalmente aquilo que via. Este quotidiano seria interrompido em 1941 após o bombardeamento de Pearl Harbor.

Alvo de um forte preconceito racial, Ruth é conduzida para um dos campos de concentração onde durante a II Guerra Mundial ficou encarcerada a comunidade nipo-americana a viver nos EUA. Ali conhece três artistas da Walt Disney que, identificando o seu talento, a ensinam a desenhar.

Na Primavera de 1943 é libertada e enviada para uma escola com a promessa de poder vir a tornar-se professora de arte. A meio do percurso, Asawa é informada de que a sua ascendência nipónica impede a emissão do diploma e o exercício da profissão.

Finda a guerra, e com a ajuda de amigos, ingressa na Black Mountain College, uma escola de vanguarda coordenada pelos artistas Josef e Annie Albers. Com Josef, com quem desenvolve uma relação de profunda amizade, Asawa floresce artisticamente e aprende o rigor, a economia dos materiais e a disciplina das mãos e da mente.

Em 1947, numa viagem de estudo ao México contacta com a tradição local de produção de cestos metálicos e descobre o meio através do qual irá expressar-se. As potencialidades do fio de metal, que fecha sem bloquear e confere tridimensionalidade às formas orgânicas que germinam na sua mente, consubstanciam finalmente aquilo que imaginava desde a sua infância.

Através de um exercício de diálogo interior/exterior, luz e sombra em constante desafio com quem observa, Asawa começa a tecer as esculturas de grandes dimensões que a iriam distinguir. Segura das suas opções, e com o apoio do marido, o arquitecto Albert Lanier, a carreira de Ruth segue, contudo, um caminho artístico pouco convencional. Casa, tem 6 filhos, vê a sua obra frequentemente classificada como artesanato e faz da sua vida familiar uma extensão das suas esculturas.

O seu atelier é a sua própria casa, a criação das suas obras convive com a rotina filial e com o envolvimento na defesa da educação artística para a formação de indivíduos livres e responsáveis. Conhece, entretanto, uma das mais relevantes fotógrafas do século XX, Imogen Cunningham, que se apaixona pelo seu trabalho e a incentiva a afirmar a sua voz.

Cunningham fotografa Asawa em interacção com as suas esculturas numa série de imagens belíssimas que a projecta e desencadeia uma série de convites para criar obras de arte públicas. Já com a sua obra integrada nas colecções dos mais importantes museus de arte contemporânea, Ruth Asawa vê a sua obra consagrada em vida e os seus projectos de educação pela arte reconhecidos.

Numa das raras entrevistas em que abordou a discriminação de que foi alvo, Asawa afirmaria: “Não sinto hostilidade pelo que aconteceu; Não culpo ninguém. Por vezes, o bem nasce da adversidade. Não seria quem sou hoje se não tivesse passado pelo que passei, e gosto de quem sou.” 

Tópicos: aramearteartesanatoartistaCalifórniacriatividadeDisneyEsculturaeuaHelena RafaelopiniãoRuth Asawa

RELACIONADOS

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?
Opinião

Ana Pires: O que fazer às cápsulas de café?

Setembro 10, 2026
Ana Pires, Doutorada em Eng.ª do Ambiente
João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?
Opinião

João Caldeira Heitor: Quem se preocupa com o que não se vê?

Setembro 10, 2026
João Caldeira Heitor, Coordenador Científico da Licenciatura em Gestão do Turismo do Instituto Superior de Gestão
Opinião

A sina do manga de alpaca

Setembro 10, 2026
João Lázaro, psicólogo clínico e director do TE-ATO
Próxima publicação
Fim-de-Semana: Gilmário Vemba, Dulce Pontes e O Crime do Padre Amaro

Fim-de-Semana: Gilmário Vemba, Dulce Pontes e O Crime do Padre Amaro

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMOS ARTIGOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Inqualificável

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

MAIS VISTOS

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

O seu filho não quer regressar à escola? Saiba quais são os sinais quando algo não está bem

Setembro 12, 2026
Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Conferência internacional INOV.AM em Leiria

Setembro 12, 2026
Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Máximas nos 37 e 38 graus em alguns concelhos. Distrito de Leiria sob aviso amarelo até segunda-feira

Setembro 12, 2026
Inqualificável

Inqualificável

Setembro 12, 2026
Sónia Gonçalves Pereira, Médica, investigadora
Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Ourém abre concurso para construção de acesso mecânico ao castelo

Setembro 12, 2026
  • Empresa
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Publicidade Edição Impressa
  • Publicidade Online
  • Política de Privacidade
  • Termos & Condições
  • Arquivo
  • Loja
  • Livro de Reclamações

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Bem-vindo de volta!

Aceder à sua conta abaixo

Esqueceu-se da palavra-passe? Criar conta

Criar nova conta!

Preencha os campos abaixo para criar a sua conta

Todos os campos são obrigatórios. Iniciar sessão

Recuperar a palavra-passe

Indique o seu email para receber uma nova palavra-passe.

Iniciar sessão
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Edição impressa
  • Assinar desde 0,39€ por semana
  • Subscrever newsletters
  • Escreva ao director
  • Sugira uma notícia
  • Comunidades
  • 50 anos do Poder Local
  • Agenda
  • Lentriscas em castelo
  • É quinta-feira, foge comigo
  • Palavra de honra
  • Críticas
  • Fotogalerias
  • Estatuto editorial
  • Contactos
  • Ficha técnica
  • Arquivo
  • Loja
  • Política de privacidade
  • Publicidade online
  • Publicidade edição impressa
  • Termos e condições
  • Livro de reclamações
  • Empresa

© 2026 Jornal de Leiria - by WORKMIND.

Tem a certeza de que quer desbloquear esta publicação?
Desbloquear à esquerda : 0
Tem a certeza de que pretende cancelar a subscrição?